quarta-feira, 20 de maio de 2009

Após ocupação da prefeitura, MSTB consegue desaproriação de terreno em Camamu

A ocupação do MSTB e AMOC, Nova Conquista, no município de Camamu está em festa. Motivo: a prefeita da cidade, Ioná Queiroz Nascimento, do PT, assinou o decreto de desapropriação da área ocupada pelo movimento, cuja ordem judicial já havia sido deferida pelo Juiz da comarca e o prazo para desocupação estava previsto para o dia 27 do mês em curso.
O “tão nobre gesto” da prefeita ao assinar o decreto e a “surpreendente coragem” para enfrentar o maior e mais influente grileiro da região, não surgiram do nada: foi preciso o movimento radicalizar na ação, ocupando as dependências da prefeitura, inviabilizando o funcionamento da máquina administrativa durante 15 horas, para a gestora mudar sua postura e, rapidamente, atender as reivindicações do movimento.
A decisão de ocupar a prefeitura ocorreu em função da prefeita não ter honrado o compromisso firmado com o movimento de desapropriar a área para fins sociais e de não ter demonstrado qualquer interesse em evitar a reintegração de posse, obrigando o movimento a negociar um prazo com o comando da polícia militar para evitar a reintegração imediata.
O acordo foi uma forma de o movimento ganhar tempo, acumular forças, organizar a comunidade para resistir e tentar cassar a liminar de reintegração de posse. Ocorre que não havia mais juiz na comarca para analisar o pedido de suspensão do processo e, pelo acordo, faltavam apenas nove dias para a desocupação da área. O aumento do clima de instabilidade vivido pela comunidade foi determinante para a radicalização do processo.
O fato repercutiu em toda região do baixo-sul e logo a ocupação recebeu o apoio de várias organizações, inclusive o MTL e MST, este último ameaçou, caso a prefeita não negociasse, marchar com um dos seus acampamentos, nas primeiras horas de hoje (19/05 ), para reforçar a ocupação. Acuada, a prefeita pediu a mediação da SEDUR, CUT, CONDER, até da Secretaria de Justiça. O movimento deixou a prefeitura às 23hs, quando o Procurador do município e mais dois Secretário entregaram a minuta do decreto e um termo de compromisso( abaixo), assinados pela prefeita, atendendo as reivindicação do movimento. Sem luta não há vitória!

TERMO DE COMPROMISSO
Pelo presente instrumento, o Município de Camamu, representado pela Prefeita Municipal Ioná Queiroz Nascimento assina o presente TERMO DE COMPROMISSO perante a Associação dos Moradores do Bairro Nova Conquista(AMOC) e o Movimento Sem Teto da Bahia:
O município de Camamu se compromete a:

Cláusula Primeira – publicar Decreto de interesse social para fins de desapropriação das áreas onde estão localizadas as ocupações objeto de reintegração de posse na justiça estadual. O decreto acrescentará a desapropriação da área ocupada mais recentemente e será publicado até a sexta-feira dia 22 de Maio de 2009, com o intuito de construir moradia popular e urbanização, nos termos da minuta assinada em anexo.
Cláusula Segunda – realizar estudo fundiário e laudo de avaliação do imóvel em noventa (90) dias e envidar esforços para aquisição do imóvel.
Cláusula Terceira – Manter a mesa de negociações com reunião na próxima sexta-feira, dia 22 de Maio de 2009, às 14:30h, no Paço Municipal, com a presença do representante do Ministério Público Estadual, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e de representantes da Associação e do Movimento.
Camamu, 18 de Maio de 2009
Ioná Queiroz Nascimento
Prefeita de Município de Camamu-BA

Secretário de João Henrique defende desapropriação da Vila Brandão e regiões da Cidade Baixa

Eduardo Abreu, Secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (SEDHAM), defendeu, em entrevista concedida ao A Tarde On Line no dia 14/05, a desapropriação da Vila Brandão (foto ao lado) e de algumas regiões da Cidade Baixa. Segundo ele, o decreto de utilidade pública publicado pela Prefeitura pode gerar a desapropriação dessas áreas para projetos imobiliários e comerciais. O secretario ainda admitiu transformar parte da Cidade Baixa em algo parecido com Ipanema ou o Leme do Rio de Janeiro. A faxina étnica daí decorrente será feita, segundo ele, através de parcerias com o setor privado, ampliando ainda mais a tomada do espaço público para o capital imobiliário. “Em Itapagipe, há locais que podem ser transformados em shoppings”, afirmou Abreu.

Em relação à Vila Brandão, na Graça, o secretário planeja desalojar as pessoas que moram ali há décadas para criar áreas de lazer destinadas ao público da região, uma das mais elitizadas de Salvador. Trata-se da continuidade da faxina étnica inciada com a aprovação autoritária do PDDU de Salvador na gestão de João Henrique e que contou com a complacência de Wagner.

Comunidades na luta contra a faxina étnica da Prefeitura de Salvador e do Governo do Estado

A luta contra a faxina étnica promovida pelos governos João Henrique e Wagner em Salvador está cada vez mais acirrada, gerando, inclusive, protestos internacionais (ver foto ao lado). Eles abriram caminho com o novo PDDU, mas antes das eleições tiveram dificuldades para uma maior ofensiva pelas decorrências para a disputa. Agora no pós-eleição, enquanto Wagner segue desmatando tudo para sua VIA TECNOLÓGICA, a prefeitura tanto vem tentando o desembargo do Plano Diretor em Brasília (no STF) através do vice-prefeito, Edvaldo Brito, como recentemente baixou um conjunto de “decretos de desapropriação” que determinam a expulsão de comunidades inteiras como a de Vila Brandão (Ladeira da Barra), Parque Bela Vista (Paralela), Bonfim, parte do Bairro da Paz e muitas outras.

As comunidades estam reagindo de diversas formas, buscando articular uma rede de resistência, envolvendo diversas comunidades e movimentos, às medidas autoritárias do governo. “Tudo está muito embrionário, mas o contato com as lideranças das comunidades tem sido bastante promissor”, declarou Hilton, ex candidato à Prefeitura de Salvador e um dos organizadores do movimento.

A próxima reunião ocorrerá na Vila Brandão, Largo da Vitória e próximo a Igreja no dia 21/05 (quinta), às 19h.

ADUNEB denuncia situação da Educação Superior na Bahia

Na audiência pública sobre a UNEB do Subúrbio e Cajazeiras, que ocorreu no dia 15/05/2009, no auditório da Câmara de Vereadores de Salvador, a Associação dos Docentes da UNEB (ADUNEB) - representada pela Professora Maria do Socorro - denunciou o atual estado em que se encontra a Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

A Professora Socorro argumentou que: "a situação da UNEB não é uma maravilha", faltam professores nos 29 departamentos; é preciso fazer concurso para suprir 725 vagas; o governo não revoga a lei 7176/97 que impede a contratação de professores; e REDA e Substitutos não atendem as necessidades da universidade. É preciso democratizar o ensino superior no nosso estado e que a UNEB tem um papel muito importante nesse processo, para isso é fundamental que a universidade funcione de modo digno, garantindo a qualidade de ensino. A professora afirmou que a ADUNEB é contrária a expansão desordenada que vem sendo praticada, no entanto: "é preciso mesmo que a gente lute pela expansão da universidade, mas lutar sabendo que essa que existe já, precisa exercer o papel importantíssimo que ela tem".

Estudantes ocupam Reitoria da UEFS em protesto contra o Governo do Estado

Bolsistas cruzam os braços, ocupam a Reitoria e denunciam descaso do governo.
Percebendo o descaso com que os programas de bolsas estudantis da UEFS vêm sendo tratados, com os sucessivos desrespeitos e a insistente recusa do governo do estado em atender/negociar nossas reivindicações e considerando a existência de uma ampla articulação estudantil em torno destes problemas. Então torna necessária uma mobilização generalizada e radicalizada no sentido de melhor conduzir estas lutas, unificar nossas pautas e garantir maior enfrentamento e combatividade frente aos abusos que temos sofrido. Com esse objetivo, em Assembléia dos (as) Bolsistas da UEFS do dia 14/05/09, o coletivo deliberou pela OCUPAÇÃO da Reitoria e a paralisação de suas atividades, que surge de um amplo processo mobilizatório que já dura pouco mais de dois meses.
Nossa pauta unificada de LUTA e REINVIDICAÇÃO incluem:
1) Vinda do Secretário de Educação do Estado da Bahia ao campus da UEFS, localizado na cidade de Feira de Santana, no sentido de resolução das pautas dos bolsistas;
2) A necessidade do aumento do número e valor das bolsas, que perpassam por questões de permanência/assistê ncia estudantil, visto que o número atual não contempla a demanda para uma política de permanência efetiva de uma Universidade com sistema de cotas para afrodescendentes, indígenas e estudantes oriundos da rede pública de ensino;
3) A luta por ajustes relativos ao funcionamento dos regimes de bolsas (mudanças no caráter das resoluções em vigor, redefinição de carga horária, etc.);
4) Revogação da Lei 7176/97, instrumento intervencionista com que o governo do estado emperra a resolução autônoma dos nossos problemas;
5) Estipulação e garantia de um data fixa para o pagamento das bolsas;
6) Combate a qualquer tipo retaliação, repressão ou perseguição por parte de qualquer setor aos (às) bolsistas em greve, tomando as devidas providências de reação coletiva, ocupando os espaços e inviabilizando qualquer tipo de funcionamento do setor, como forma de garantir o direito à expressão e reivindicação;
Externamente, pretextando “razões maiores” para negligência nos repasses de verba, o governo recorre à atual crise econômica para justificar sua política de desmonte da assistência estudantil, penalizando a universidade pública e nossa categoria em particular sobre a qual tem recaído o ônus da crise. @s bolsistas vão pagar pela crise?!
Tendo em vista que as mobilizações até agora não apresentaram respostas significativas em face do descaso ostensivo do governo do estado em suas constantes recusas em acolher processos de negociação. Entendemos a necessidade de não só mantermos a paralisação / greve e expandi-la ao máximo como também conferir maior radicalidade na condução desta luta, com vistas à abertura de um processo de negociação com a Secretaria de Educação e a Administração Superior da UEFS onde nossa pauta seja acolhida e tratada com a merecida consideração.
Coletivo d@s Bolsistas da UEFS

Precariedade marca as residências universitárias da UFBA

Hyeve Costa (residente da R3)
Jôane Coelho (residente da R3)

A Residência Universitária, localizada na Avenida Araújo Pinho, 12, no bairro do Canela, num antigo casarão antes pertence à família Ariani Machado. Foi incorporada ao patrimônio da UFBA na década de 1950, pelo então reitor Edgar Santos (diga-se de passagem, foi ele quem implantou o sistema de assistência estudantil, um dos pioneiros do país, e vê-se não ter progredido muito), funciona desde então como Residência feminina de estudantes da UFBA. À época, a casa abrigava também a Escola de Dança da UFBA, porém havia um contingente muito menor de alunas aqui instaladas, todas provenientes de famílias ricas do interior do estado (me parece que quanto menos abastadas as residentes foram ficando menor a qualidade “habitativa” da casa), permanecendo ininterruptamente nesta função independente do regime político do país. Foi palco da ditadura militar, do movimento hippie, de várias articulações políticas, ocupações, festas, reuniões, amores, histórias de vida e de luta, foi o abrigo de muitos artistas, filósofos, sociólogos, advogados, juízes, médicos, professores, engenheiros, arquitetos, biblioteconomistas, administradores, jornalistas, enfermeiros, pró-reitores. .. de muitas só não teve reformas.

A falta de manutenção na estrutura da casa, por parte da nossa universidade, tem causado inúmeros problemas a nós residentes, que por não termos outra opção, nos vemos obrigados a conviver em condições mínimas de higiene e estrutura habitacional. Só para situar aos que desconhecem a realidade das residências da UFBA, convivemos diariamente com obstáculos do tipo: goteiras e infiltrações constantes provenientes de reformas anteriores mal feitas; infestação de ratos e baratas; bombas de água que nunca são consertadas em definitivo ou substituídas; vazamentos de gás; quartos superlotados; falta de guarda-roupas; quarto com mofo; falta de material para limpeza da casa; camas com cupim; lâmpadas queimadas e não substituídas; calhas entupidas e banheiros alagados pela chuva...

Entidades entregam moção ao MPE após ofensiva contra programas racistas da TV

Por Pedro Caribé do Intervozes
Na última quinta-feira, 14 de maio, um coletivo de entidades envolvidas com a defesa do direito à comunicação na Bahia entregou ao promotor do Ministério Público Estadual, Almiro Senna, Moção de Apoio, Aplauso e Vigília, devido a ofensiva da instituição a um programa policialesco local, o “Na Mira”, da Tv Aratu, filial do SBT. Também foi entregue ao promotor a publicação do Intervozes “A sociedade ocupa a TV: o caso Direitos de Resposta e o controle público na Mídia”.
Durante a reunião o promotor narrou os motivos, por quase um ano, nos quais estimularam a instituição solicitar a retirada do programa do ar, no qual foi atendido pelo judiciário:
- Reivindicação social constante sob as promotorias de combate ao racismo, educação, criminal, cidadania e infância e juventude;
- Após o primeiro Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o MPE e as emissoras Itapoan (filial da Record) e Aratu em 2008 o apresentador do “Na Mira” fazia referência a “homens de preto” que queriam tirar o programa do ar, o que foi compreendido como afronta a instituição;
- Percepção que o programa é o que mais afronta os direitos humanos no estado - em especial o primeiro parágrafo da constituição que releva a dignidade humana - por isso, facilitaria a ofensiva, ao invés de enfrentar todos os programas;
- Compreensão que os meios de comunicação não refletem a realidade, mas constroem realidades de caráter subjetivo e objetivo, sem ordem de importância.
Almiro Senna também explanou que o clima atual era de entendimento entre as emissoras e MPE, mas que houve resistência. A Record se negou inicialmente a firmar TAC e aceitou posteriormente com a prerrogativa dos apresentadores estarem incluídos (os apresentadores locais firmam contratos de prestação de serviço e não trabalhista) ; já a Aratu insinuou que a ação mais incisiva contra ao programa da emissora era porque o promotor tem um blog de Direitos Humanos na Record, o que suscitou direito de resposta do MPE em forma de editorial.
Ao final o Ministério Público e as entidades firmaram intenção de construir seminários em conjunto. Estiveram presentes:
Paulo Rogério – Instituto de Midia Étnica.
Pedro Caribé -Intervozes
André Araújo – Enecos
Janaína e Sarah - Cipó
Álvaro – Sinterp

ENECULT faz mesa redonda discutindo cultura, gênero e sexualidade.

É com muita alegria e satisfação que, em nome do CULT - Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (IHAC/UFBA), convidamos a todos/as os/as ativistas, pesquisadores/ as e demais interessados/ as na temática, a comparecer no Salão Nobre da Reitoria da UFBA na próxima sexta-feira (29) às 10h, à Mesa-Redonda III: Cultura, Gênero e Sexualidade, integrante do V ENECULT - Encontro Nacional de Estudos em Cultura.

Montada pelo grupo de pesquisa CUS - Cultura e Sexualidade, cuja pesquisa principal, sobre a representação da homossexualidade nas telenovelas da Rede Globo e no teatro baiano, e os seus primeiros resultados já se encontram disponí veis para apreciação no endereço http://www.cult. ufba.br/pesq_ cult_sexualidade .htm, a Mesa Cultura, Gênero e Sexualidade contará com a participação de (seguido com mini-currículo) :

Guacira Lopes Louro/UFRGS - Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, aposentada como professora titular da Universidade Federal do Rio Grande Sul - UFRGS, onde continua atuando como pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Educação. Fundadora do GEERGE (Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero (www.ufrgs.br/ faced/geerge) da UFRGS, dentre os livros de sua autoria destacam-se: Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista; Currículo, gênero e sexualidade; Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer; e a organização de O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Dentre demais trabalhos: O "estranhamento" queer; Teoria queer: uma política pós-identitária para a educação; Os Estudos feministas, os estudos gays e lésbicos e a teoria queer como políticas de conhecimento; Heteronormatividade e homofobia; Currículo, gênero e sexualidade -- O "normal", o "diferente" e o "excêntrico"; Sexualidades contemporâneas: politicas de identidade e de pós-identidade.
CV:
http://buscatextual .cnpq.br/ buscatextual/ visualizacv. jsp?id=K4787265H 1

Larissa Pelúcio/UNICAMP - Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR, pesquisadora- colaboradora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu (UNICAMP) e participante do grupo de pesquisa Corpo, Identidades e Subjetivações, da UFSCAR. Atuando em temas como sexualidade, saúde, corporalidade, travestis e gênero, atualmente desenvolve pesquisa de pós-doutorado intitulada "Trans migrações: corpos, gêneros e prazeres na experiência de travestis brasileiras na indústria espanhola do sexo". Dentre as suas principais publicações, destacam- se:
Nos nervos, na carne, na pele : uma etnografia sobre prostituição travesti e o modelo preventivo de AIDS (tese); Toda Quebrada na Plástica: Corporalidade e construção de gênero entre travestis paulistas; Três Casamentos e Algumas Reflexões: nota sobre conjugalidade envolvendo travestis que se prostituem; Sexualidade, gênero e masculinidade no mundo dos T-lovers; A prevenção do desvio: o dispositivo da aids e a repatologizaçã o das sexualidades dissidentes; "Mulheres com Algo Mais" - corpos, gêneros e prazeres no mercado sexual travesti; Fora do Sujeito E Fora do Lugar: reflexões sobre performatividade a partir de uma etnografia entre travestis que se prostituem; Gozos ilegítimos Tesão, erotismo e culpa na relação sexual entre clientes e travestis que se prostituem; Travestis Brasileiras - Singularidades nacionais, desejos transnacionais; Soropositividade, Pressão e Depressão: da Vida Nervosa das Travestis Vivendo com HIV/Aids; Mover-se é Luxo - travestis brasileiras e mercado transnacional do sexo, restrições, desafios e direitos no cenário europeu contemporrâneo; Politização da aids e formação do ativismo soropositivo; Academia, gestores públicos e movimento social - diálogos necessários.
CV:
http://buscatextual .cnpq.br/ buscatextual/ visualizacv. jsp?id=K4758592T 6

Luiz Paulo da Moita Lopes/UFRJ - PhD em em Linguística Aplicada pela Universidade de Londres, Professor Titular do Programa Interdisciplinar de Lingüística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e pesquisador do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Estuda especificamente os processos de construção das identidades sociais (gênero, sexualidade e raça), o discurso e práticas identitárias em contextos institucionais (escola, família, mídia, hospital, sindicato, comunidades de samba, de hip-hop etc.) e letramentos escolares e não-escolares (digitais, midiáticos etc.) como espaços de construção das identidades sociais. Dentre os seus livros publicados, destacam-se: Identidades: Recortes Multi e Interdisciplinares; Discursos de Identidades: Discurso como espaço de construção de gênero, sexualidade, raça, idade e profissão na escola e na família; Identidades Fragmentadas: a construção discursiva de raça, gênero e sexualidade em sala de aula. Dentre demais trabalhos, estão: Discursos sobre gays em uma sala de aula do Rio de Janeiro: é possível queer os contextos de letramento escolar?; Discurso como ação social: construindo a identidade de orientação sexual na escola; Momentos queer no contexto educacional: desafios na construção de performances alternativas para os corpos; Desestabilizaçõ es discursivas queer no letramento escolar: desafiando performances corporais naturalizadas; Como ser homem, heterossexual e branco na escola: posicionamentos múltiplos em narrativas orais; Gêneros e sexualidades nas práticas discursivas contemporãneas: desafios em tempos queer; A teoria queer em Lingüística Aplicada: enigmas sobre 'sair do armário' em salas de aula globalizadas.
CV:
http://buscatextual .cnpq.br/ buscatextual/ visualizacv. jsp?id=K4783230P 6

O quê? Mesa-Redonda Cultura, Gênero e Sexualidade (V ENECULT)Quando? 29 de maio, sexta-feira
Onde? Salão Nobre da Reitoria da UFBA
Que horas? 10h

P.S.: Para participar da Mesa não é necessário estar inscrito no Evento.

Governo faz apresentação teatral do “complexo” porto sul e o povo protesta

Escrito por Maria do Socorro Mendonça
Qui, 07 de Maio de 2009 16:03

O Governo do Estado da Bahia dá continuidade a forma ditatorial “goela abaixo” , com que está conduzindo desde fevereiro de 2008, a questão da implantação do Complexo Porto Sul, afirmando que em 2011 será escoado pelo Porto Sul a primeira carga de minério de ferro com destino à China.
Hoje, foi realizada em Ilhéus, no Centro de Convenções, uma coletiva para a imprensa regional, com a presença do Secretário de Indústria, Comércio e Mineração – Rafael Amoedo e do Meio Ambiente – Juliano Matos.
Apesar de ter sido Decretada no município a criação de um Comitê Tripartite,com o aval do Governo Estadual, para acompanhar os estudos do Grupo de Trabalho criado também por um Decreto pelo Governo Estadual, estes dois grupo reuniram-se apenas uma vez, no dia 13 de agosto de 2008 e todas os compromissos assumidos pelo Grupo de Trabalho Estadual naquele dia, nunca foram cumpridos e nenhuma das solicitações feitas pelo Comitê Municipal, foram atendidas. O Governo do Estado nunca conversou com as comunidades, as quais estão sendo visitadas pela BAMIN, que vem cadastrando pessoas, com a promessa de treinamentos e empregos. O relatório prelimar elaborado pelo LIMA – COPPE/UFRJ, apresenta resultados alarmantes de impactos sócios ambientais com a previsão de desaparecimento de comunidades pesqueiras e prejuízos incalculáveis para o Turismo desde o município de Ilhéus até a Baía de Camamu, atingindo cinco municípios desta costa maravilhosa (Ilhéus, Uruçuca, Itacaré, Marau e Camamu).

Enquanto isso, do lado de fora, acontecia uma manifestação legítima, contra o Porto Sul, que reuniu cerca de 500 pessoas das comunidades de: Serra Grande, Tibina, Retiro, Ponta do Ramo, Sargi, Mamoan, Lagoa Encantada, Juerana e do centro da cidade de Ilhéus. Eram agricultores, ambientalistas, empresários, pescadores, donas de casa, estudantes, proprietários de terras, pousadas, restaurantes. Também se fizeram presente Presidentes e Diretores de vários movimentos sociais.

Sob aplausos dos presentes, falaram Rui Rocha do Instituto Floresta Viva, Prof. Ramayana Vargens do Instituto N.S.ª da Piedade, D. Vitória Berbert, moradores da Comunidade de Serra Grande, Paulo Emilio da Juerana.

Com a participação de Pedro Ivo da Serra Grande, cantando DINHEIRO NÃO SE COME, dos atores e atrizes da Casa dos Artistas,cantando parte da OPERETA – PORTO SUL ARTIMANHA DO MAL e do grupo NAVE da Serra Grande, encenando a luta da VIDA X MORTE, o evento teve momentos de descontração.

Os manifestantes, cantaram, gritaram palavras de ordem e aguardaram a passagem dos Secretários, que evitaram o portão principal. Ficou claro que seria difícil encarar a face daqueles que se fizeram presentes naquela bonita manifestação.

Os manifestantes caminharam até a catedral de São Sebastião e de lá seguiram pela Rua Jorge Amado, para a Praça J.J. Seabra, onde permaneceram durante cerca de 30 minutos empunhando faixas, estandartes, fazendo rufar os tambores da Serra, quando encerraram ouvindo a música de Pedro Ivo – Dinheiro não se come, finalizando com os discursos de Rui Rocha e Paulo Demeter.

A manifestação foi ordeira, limpa e acima de tudo legítima!

Foto: Mary Berbert e Michel Mendonça

Prefeita de Barreiras é cassada

Do site Bahianotícias

A prefeita de Barreiras, Jurmari Oliveira (PR), teve o mandato cassado na tarde desta terça-feira (19) pelo juiz daquela comarca Eustáquio Ribeiro Boaventura. Ela é acusada de ter cometido uma série de irregularidades na última eleição, a exemplo de compra de votos, distribuição de combustível e transporte de eleitores. Segundo informações extra-oficias, Jusmari está em deslocamento para a capital do Estado com o intuito de reverter a sentença junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA).

Bahia no pódio do 'coronelismo eletrônico'

Do site Bahianotícias

Após as eleições do ano passado, a Bahia está consolidada como o terceiro Estado no chamado "coronelismo eletrônico". Levantamento do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) aponta dez parlamentares baianos como concessionários de canais de televisão e rádios. São dois senadores, três deputados federais e cinco estaduais. A Bahia é um dos Estados que tem maior força na relação entre o poder político e o poder midiático, segundo o coordenador do FNDC, Celso Schroder. "É um reprodução da velha política coronelista, mas no lugar de jagunços armados, os políticos usam os meios de comunicação para interferir na opinião pública", disse em entrevista ao jornal A Tarde. Apenas Minas Gerais e São Paulo estão à frente da Bahia, com 16 e 11 parlamentares, respectivamente, no comando de meios de comunicação.

PIB: previsão de maiores quedas

Do site Bahianotícias

O mercado financeiro piorou a estimativa para a contração da economia brasileira em 2009. Segundo a pesquisa Focus, divulgada hoje (18) pelo Banco Central, a mediana das estimativas para o PIB este ano caiu de -0,44% para -0,49%, na segunda piora consecutiva da projeção. Com essa queda, a estimativa voltou ao mesmo nível observado há quatro semanas.

FASUBRA se desfilia da CUT

O XX Confasubra aprovou a desfiliação da entidade da CUT. Por acordo dos campos políticos, a votação, devido a divisão do plenário, foi feita em urna. Foram feitas 4 defesas de cada lado. Ao final, o resultado da votação foi o seguinte:

Desfiliação da CUT: 510
Manutenção da filiaçã0: 454
Brancos/nulos: 6
Desse modo, foi aprovada a desfiliação imediata da FASUBRA à CUT. Com certeza, uma vitória dos trabalhadores e do campo dos lutadores.