terça-feira, 25 de maio de 2010

Pré-lançamento de Hilton Coelho (PSOL) lota auditório da UFBA


A apresentação da pré-candidatura de Hilton Coelho a Deputado Estadual do PSOL da Bahia, na última sexta-feira (21 de maio), foi considerada um grande sucesso pelos organizadores e todos os presentes no evento. Foram cerca de 300 pessoas dos mais variados setores e movimentos sociais da capital e do interior, que lotaram o auditório da Faculdade de Arquitetura da UFBA.
Representantes de muitos movimentos como o sindical do setor privado e servidores estaduais, municipais e federais, sem teto, indígena, estudantil, cultural, sem terra, LGBT, negros e negras, feminista, meio ambiente e outros, vindos de 21 cidades baianas. Também presentes vários pré-candidatos a deputados estadual e federal do PSOL, além dos pré-candidatos a governador, Marcos Mendes e ao senado, Luiz Carlos França.
Segundo a coordenadora do ato, a militante feminista Zilmar Alverita, o evento cumpriu plenamente os objetivos: “além de abrir o debate sobre o programa do seu mandato, mostrou a força da pré-candidatura de Hilton num momento em que a campanha ainda não começou e foi um ato de luta, de manifestações culturais, de alegria e de congraçamento de lutadoras e lutadores”.
No seu pronunciamento, Hilton Coelho (o “Hilton 50” da campanha a prefeito de Salvador) ressaltou que a “esperança de transformação da sociedade brasileira” criada pelos governos de Lula e Wagner “foram jogadas na lata do lixo”, gerando “a falta de perspectivas e a tragédia social que o Brasil e a Bahia vivem”. Para ele, é preciso resolver a questão da dívida pública, “que enriquece os banqueiros” e uma profunda Reforma Tributária, pois a atual política de impostos cumpre a função de “Robin Hood às avessas. Arrecada do povo e o grosso acaba destinado aos grandes empresários que quase não pagam impostos. Os mesmos que financiam as campanhas do PT e dos partidos conservadores em geral”.
O pré-candidato a Deputado Estadual do PSOL denunciou os “projetos falaciosos do governo como a Transposição do RIio São Francisco, o Porto Sul e os de moradia”, entre outros, “que não colocam a verdade para o povo”. E apresentou propostas que visam mudanças no modelo produtivo, e nas políticas de emprego e renda, de saúde, educação e moradia, meio ambiente, saneamento e combate à violência e denunciou o arrocho dos servidores públicos.
Foi muito aplaudido quando disse que, se eleito, “nosso mandato vai ser muito poderoso porque não vai ser a exaltação da personalidade, mas um ponto de encontro dos lutadores e lutadoras para ajudar a articulação dos movimentos sociais e estar de fato ao lado das lutas do povo e dar respostas à altura”. Disse ainda que “enquanto as campanhas deles serão feitas com a compra de votos, nós temos a capacidade de convencimento e vamos montar uma rede de convencimento para alcançar a vitória”.
Finalmente, como sempre fez desde a campanha para Prefeito de Salvador em 2008, destacou a Resistência Indígena, Negra, Feminista e Popular nomeando os exemplos dos povos indígenas, dos quilombos, dos heróis da Revolução dos Alfaiates e de Canudos.
Sua pré-candidatura foi dedicada a Evaldo Macedo de Oliveira, companheiro de lutas no começo de sua militância, que completou 20 anos de falecido em fevereiro deste ano.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

ABAIXO-ASSINADO PEC 438 - CONTRA O TRABALHO ESCRAVO


Vote

Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo

O Congresso Nacional tem a oportunidade de promover a Segunda Abolição da Escravidão no Brasil. Para isso, é necessário confiscar a terra dos que utilizam trabalho escravo. A expropriação das terras onde for flagrada mão-de-obra escrava é medida justa e necessária e um dos principais meios para eliminar a impunidade.
A Constituição do Brasil afirma que toda propriedade rural deve cumprir função social. Portanto, não pode ser utilizada como instrumento de opressão ou submissão de qualquer pessoa. Porém, o que se vê pelo país, principalmente nas regiões de fronteira agrícola, são casos de fazendeiros que, em suas terras, reduzem trabalhadores à condição de escravos - crime previsto no artigo 149 do Código Penal. Desde 1995, mais de 31 mil pessoas foram libertadas dessas condições pelo governo federal.
Privação de liberdade e usurpação da dignidade caracterizam a escravidão contemporânea. O escravagista é aquele que rouba a dignidade e a liberdade de pessoas. Escravidão é violação dos direitos humanos e deve ser tratada como tal. Se um proprietário de terra a utiliza como instrumento de opressão, deve perdê-la, sem direito a indenização.
Por isso, nós, abaixo-assinados, exigimos a aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras onde trabalho escravo foi encontrado e as destina à reforma agrária. A proposta passou pelo Senado Federal, em 2003, e foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Desde então, está parada, aguardando votação.
É hora de abolir de vez essa vergonha. Neste ano em que a Lei Áurea faz 120 anos, os senhores congressistas podem tornar-se parte da história, garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro.
Pela aprovação imediata da PEC 438/2001!

RADICALIZAI

Radicalizei até o osso
Fui no fundo do poço
Afundo tirar a verdade
No fundo fosso
Mesmo que me achem grosso
Radicalizei...
Fui na raiz do problema
Indentificar a pustema
Mesmo que me coloquem algemas
Radicalize...
Serei emblemático
Enquanto cético enfático
em fazê-la nua
No meio da rua
A verdade crua
Minha e sua.

Nelson Santana

PELO DIREITO AO TRANSPORTE


            Em cidades como Feira de Santana, com cerca de 600 mil habitantes, a utilização de veículos para locomoção é condição básica no sentido de garantir o direito à cidade. Tendo em vista que grande parte da população precisa do transporte coletivo para efetivar o direito de ir e vir, quando esse não consegue suprir a necessidade, ou tem tarifas abusivas, acaba tornando-se um veículo de exclusão.
            O problema do sistema de transporte coletivo desta cidade se torna ainda mais evidente no momento em que se anuncia os aumentos anuais de tarifa. Isso acontece porque a população que paga a segunda tarifa mais cara da Região Nordeste espera, no mínimo, um serviço de transporte de qualidade. O que se tem, pelo contrário, é uma situação de precarização das condições de locomoção para população que, diariamente, chega a esperar durante horas por ônibus, nos terminais e pontos de ônibus; sofre o problema das lotações, dos ônibus quebrados, da falta de assentos para ser transportada dignamente e não tem sequer informações sobre os horários para exigir a regularização do serviço.
            Mesmo diante desses problemas a população nunca foi consultada para opinar sobre o que pensa sobre o transporte coletivo de Feira de Santana; nem mesmo quando da implantação do Sistema Integrado de Transporte (SIT), que deveria servir para diminuir a duração e melhorar as condições do deslocamento, mas acabou resultando em uma situação oposta à que foi propagandeada. Com a ausência de diálogo, tem prevalecido o autoritarismo por parte da Prefeitura, que todos os anos aumenta a tarifa, sob a justificativa de “manutenção” do sistema, mas, por outro lado, não consegue explicar porque outras cidades e capitais da Região Nordeste têm tarifas mais baratas e dispõem de um melhor serviço.
            Nessa perspectiva, alguns exemplos são interessantes para discutirmos o atual modelo de transporte coletivo desta cidade. Em Recife, capital de Pernambuco, que tem cerca de 1,7 milhões de habitantes, há anos se mantém uma tarifa de R$ 1,85, inclusive, cobrando-se a metade desse valor nos finais de semana, como forma de incentivar o acesso à cultura e ao lazer. Em cidades como Santo André, na grande São Paulo, para implantação de um Sistema Integrado de Transporte foram necessárias várias consultas públicas, o que resultou em uma reestruturação do setor de trânsito da cidade para atender prioritariamente a população. Enquanto isso, na Princesa do Sertão, no ano passado, um jornal de circulação local, o Tribuna Feirense, traz alguns dados sobre o valor da tarifa urbana, em matéria intitulada “Bem acima da inflação”, declarando que desde 2005, o valor da tarifa urbana em Feira de Santana subiu 42, 86%, enquanto a inflação do período teria chegado a 20,16%”.
            O que fazer diante desse cenário? Antes de tudo, apontar um problema muito evidente, que é a ausência de diálogo entre a população e a Prefeitura Municipal, que é a responsável pela fiscalização do serviço de transporte, mas ao invés de garantir a prestação deste serviço público fundamental, prefere acusar as mobilizações populares e legítimas de práticas “vandalistas”, sem mesmo ouvir dos usuários os motivos pelos quais se reivindica. Por essas questões, não somos apenas contrários ao aumento da tarifa, como também, num primeiro momento, reivindicamos a construção de um espaço amplo de debates sobre a situação do transporte público de Feira de Santana. Não queremos reuniões restritas, com a participação de uns poucos, mas uma audiência pública, amplamente divulgada, para que toda população possa dizer o que há muito gostaria, mas que até então foi impedida, dada a ausência de democracia.

CEB - Conselho de Entidades de Base – UEFS

terça-feira, 16 de março de 2010

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Hilton PSOL

PRÉ-CANDIDATURA DE HILTON COELHO A DEPUTADO ESTADUAL

100 Anos de 8 de março

LAMENTÁVEL RETROCESSO
Texto de Maria Helena Souza*

O Ministro Vanucchi, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos anunciou modificações no III PNDH – Plano Nacional de Direitos Humanos, alterando Decreto Presidencial que o instituiu. Se cumprir o que anuncia estará jogando no lixo sonhos de aprofundamento democrático, legitimamente depositados no atual Governo.


PSOL

O BRASIL TERÁ UMA ALTERNATIVA SOCIALISTA NESTAS ELEIÇÕES


+ Notícias

TODOS(AS) AO CONCLAT! JUNHO 2010

TODOS(AS) AO CONCLAT! JUNHO DE 2010


APROVADA CENTRAL UNITÁRIA PARA AS LUTAS DOS TRABALHADORES

Texto: Edson Carneiro

CONCLAT em junho de 2010 decidirá direção, funcionamento e natureza
O Seminário Nacional da Reorganização, realizado nos dias 01 e 02 de novembro aprovou, por consenso, a constituição de uma Central classista e unitária para as lutas dos trabalhadores. Unindo Intersindical, Conlutas, MAS, MTST, MTL, Pastoral Operária Metropolitana de SP, além de setores sindicais independentes, a nova organização surge na contramão do processo de fragmentação do movimento sindical, em curso desde a falência da CUT como instrumento independente da classe trabalhadora. O seminário nacional, que contou com mais de mil participantes, foi o desdobramento de seminários estaduais e regionais que aconteceram em todo o País.

Em clima de euforia, as delegações presentes ao seminário nacional comemoraram os avanços acordados entre as organizações, após um dia de intensos e acalorados debates do plenário em favor da unidade dos setores combativos. A polêmica principal em torno do caráter e natureza que a nova organização deve adotar será decidida por um Congresso da Classe Trabalhadora – Conclat – na primeira semana de junho de 2.010, que decidirá também o funcionamento e a direção da nova central.

A INTERSINDICAL defende uma Central dos Trabalhadores articulando os que vivem do trabalho, ou seja, trabalhadores com emprego ou sem emprego, com carteira assinada ou não, dos setores formais ou informais. Essa formulação de Central de Trabalhadores também foi defendida por outras organizações como o MTST, MAS, MTL, além de setores minoritários da Conlutas, como Unidos Prá Lutar e FOS. Além da Intersindical, todas essas organizações são contrárias à participação orgânica dos movimentos estudantil e contra as opressões na central.

Até a realização do Conclat uma Coordenação provisória e consensual reunindo todas as organizações que participam do processo vai debater os critérios de participação dos trabalhadores no Congresso de fundação. Para a INTERSINDICAL, foi dado um passo fundamental para reverter a fragmentação do movimento dos trabalhadores e construir um instrumento amplo e vigoroso que reúna todos os que querem lutar para transformar a realidade brasileira.

Todos ao CONCLAT!

É chegada a hora de construir com todos os setores combativos uma Central de Trabalhadores, classista, democrática, independente dos patrões, dos governos, Estado e partidos políticos, enraizada os locais de trabalho e controlada pelas entidades de base, capaz de aglutinar amplos setores da nossa classe na luta contra o capital. Em breve, a INTERSINDICAL divulgará documento sobre as polêmicas a serem resolvidas no Conclat, bem como as tarefas deste período da nossa organização.

terça-feira, 9 de março de 2010

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Venezuela convoca eleições parlamentares para setembro

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela convocou eleições para o dia 26 de setembro para renovar a Assembleia Nacional, processo que o presidente Hugo Chávez considera crucial para a revolução bolivariana.

DO CAJADO DE PEDRO PARA O CADUCEU DE ESCULÁPIO: DA TUTELA ECLESIAL PARA A TUTELA MÉDICA.

 Vamos analisar duas notícias:
 A primeira refere-se às estratégias da igreja católica para se defender das evidências de pedofilia e abuso sexual:
 "Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram que há entre homossexualidade e pedofilia", disse o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, em entrevista coletiva em Santiago reproduzida por agências de notícias (Folha de São Paulo, 13 de abril de 2010).
  A segunda, o recuo em relação à condenação do aborto em meninas abusadas:
 “Há cerca de um ano, quando outra menina, de 9 anos, também vítima de abuso, passou pelo mesmo procedimento, o então arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso, foi contra - os médicos do Cisam e a mãe da vítima acabaram excomungados pela Igreja.
 Sucessor de dom José, dom Fernando Saburido declarou-se "triste", mas disse que a decisão é dos pais. "Se há um consenso médico de que a vida da mãe corre risco, o aborto é algo a ser considerado." D. Fernando disse, porém, que a Igreja é contra o procedimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (11 de abril de 2010, agência Estado)
PSOL
Por parte do governo americano veio a cobrança para que o governo brasileiro tome uma postura no sentido de sensibilizar (pressionar!!) o governo iraniano pelo desarmamento nuclear, campanha na qual a Hilary Clinton está empenhada. Já pelas bandas de cá, o presidente Lula se manifesta por uma solução negociada, que não procure romper relações comerciais com o Irã, principal estratégia estadunidense para levar a bancarrota países que não se dobram ante sua majestade, EUA. Defende também de forma até que inflamada a soberania e autodeterminação dos povos.
Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Crack do combate à violência no governo Wagner


O dirigente nacional do PSOL na Bahia, Hamilton Assis, disse nesta semana que “Diante do grande aumento da violência na Bahia, o governo Wagner resolveu dar uma resposta. Mas, ao invés de tentar resolver o problema, resolveu fazer uma grande campanha de propaganda política para esconder o problema. É a campanha “Crack – 80% dos homicídios: principal causa da violência na Bahia”. Usando as mais diversas mídias e gastando milhões do dinheiro público tenta enganar o povo”.
Segundo Hamilton, “Com isto, governador do PT tenta tirar suas responsabilidades. A culpa passa a ser da droga. Para o governo, a violência não está relacionada às questões sociais nem ao racismo. Se esquece que provavelmente 80% ou mais dos homicídios envolvem pobres e negros”.
Ele acrescenta ainda que “Não há dados seguros que permitam dizer que o crack é responsável por 80% dos homicídios. Dizer isto é uma grande irresponsabilidade, principalmente partindo do governo estadual. Uma grande parte dos homicídios fica sem inquéritos concluídos. Não se conhecem causas nem responsáveis”.
Esta opinião é compartilhada também pelo dirigente estadual do PSOL, Hilton Coelho que afirmou que “A violência aumenta dia a dia. Antes concentrada em Salvador e Região Metropolitana de Salvador (RMS), agora se espalha por toda a Bahia e envolve a própria polícia e grupos de extermínio. Só agora, em Vitória da Conquista foram 14 assassinatos cometidos por policiais. Em Porto Seguro, um secretário municipal aliado do governo estadual e um grupo de policiais estão envolvido no assassinato de dois professores sindicalistas. A secretaria de segurança levou 20 dias para dar andamento ao mandato de prisão emitido pelo juiz”.
Hilton acrescentou ainda que “O caso do servidor público Neilton, assassinado dentro da secretaria de Saúde da Prefeitura de Salvador, quando o PT estava à frente daquela secretaria, num caso cheio de indícios de corrupção, até hoje continua inconcluso”.
Hamilton Assis concluiu dizendo que “É muito fácil botar a culpa nos usuários de drogas. Mas é espantoso também como a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos silencia diante deste absurdo. Omissa, como sempre. Não se conhece nenhuma atitude diante da violência policial indiscriminada contra a população pobre e Negra da Bahia. E isto partindo de um secretário que já foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa da Bahia durante 7 anos, quando era muito ativo. Agora, compactua passivamente e com tudo isto”.
Mas, para Hilton Coelho, talvez a propaganda governista esteja certa. “Afinal, a palavra Crack, originada do inglês, pode ser a droga, mas significa também quebrar, como no Crack da Bolsa de Valores. Assim o governador Wagner-PT pode estar apenas reconhecendo que esta quantidade de homicídios é uma demonstração do crack da política de combate à violência e defesa dos Direitos Humanos na Bahia.

Assassinato em Porto (In)Seguro



FORA ABADE!
E FORA TODOS OS CORRUPTOS!!


Os poderosos podem destruir uma, duas, três flores,
mas nunca impedirão o chegar da primavera.
(Che Guevara)

Os cidadãos de Porto Seguro estão perplexos com o desenrolar das investigações sobre os assassinatos dos professores Álvaro Henrique e Elisney Pereira. A decretação de prisão preventiva do Secretário de Governo e Comunicação do Município, Sr. Edésio Ferreira Lima Dantas (PSB), comprovou a suspeita de envolvimento do poder público municipal na brutal execução dos sindicalistas que lutavam pela qualidade da educação, pela melhoria das condições de trabalho docente e pela transparência no uso do dinheiro público. Um misto de indignação, ousadia e combatividade tomou conta da cidade, que rapidamente viu eclodir várias manifestações exigindo justiça e prisão de todos os culpados.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia revela não apenas os responsáveis pelos crimes. O documento também revela um grande esquema de desvio de dinheiro público, uso inapropriado da administração municipal e organização do tráfico de drogas a partir da máquina pública. O comando desse esquema era feito pelo Secretário de Governo Edésio Lima, que chegou a Porto Seguro sob indicação da Deputada Lídice da Mata (PSB) e rapidamente recebeu plenos poderes do Prefeito Municipal Gilberto Abade (PSB), tendo se transformado no principal nome do governo municipal.

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Porto Seguro acredita que a revelação desse triste episódio é a demonstração da falência de um modelo político que desde a década de 1990 vem se reproduzindo na cidade. Pautados em práticas corruptas, antidemocráticas e violentas, esses governos reproduzem uma política que vem destruindo o patrimônio público municipal, ampliando as desigualdades sociais e perseguindo e/ou executando vidas de cidadãos que questionam a regra do jogo.

Diante dos presentes fatos, o PSOL exige a imediata prisão de todos os acusados, especialmente do Secretário Edésio Lima. Ao passo que torna público seu repúdio à Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, que se deixou levar pelas pressões movidas pelos interesses políticos dos aliados do Governo Wagner, ignorando o pedido de prisão preventiva decretado no dia 9 de feveiro e recebido no dia seguinte pela coordenadora da GAECO. Por fim, chama toda sociedade para levantar a bandeira do impeachment do Prefeito Abade (PSB), que não possui mais legitimidade para governar essa cidade.

Abade foi o responsável pela nomeação de Edésio, que se transformou no chefe da organização criminosa que, segundo denuncia o Ministério Público, tinha a “finalidade de cometer crimes contra o patrimônio e tráfico de drogas, além de crimes contra a administração pública municipal”. Como chefe do executivo, permitiu o ingresso de “conhecidos traficantes” e “policiais-bandidos” na administração pública, inclusive aceitando-os como seus seguranças particulares. No mínimo, foi omisso diante das inúmeras denúncias de desvio de verba pública e contratação de funcionários fantasmas. Diante disso, o julgamento político necessário ao processo de impeachment traz a certeza da sua ilegitimidade em continuar à frente da Prefeitura Municipal. Por isso, o PSOL de Porto Seguro convoca a todos cidadãos para a luta, unificados numa única voz: FORA ABADE! E FORA TODOS OS CORRUPTOS!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

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Coletivo de Mulheres da APS

Há séculos ativistas do movimento feminista e do movimento de mulheres têm lutado contra as ideologias machistas que historicamente tem atuado no sentido de tentar naturalizar processos históricos e sociais que reafirmam uma suposta inferioridade das mulheres com relação aos homens. As mulheres têm lutado contra as relações de dominação cujo foco seja de ordem racial, sexista e de classe e contra as inúmeras relações hierárquicas que historicamente têm feito com que determinados grupos sociais possuam mais poder que outros. Isto porque essa distribuição desigual do poder é fundamental no processo de exploração por parte do capital.
Leia mais em: 100 anos de 8 de março



Governo Lula: Governo de “Todos”?
 Por Zilmar Alverita da Silva[i]

A análise de alguns dados mais recentes referentes à situação das mulheres no Brasil nos faz questionar a propaganda do Governo Lula, que diz governar o país para “todos”. De maneira suposta, aí estariam incluídas as mulheres.
Os dados produzidos pelo próprio governo concernentes à violência e aos efeitos da crise econômica na vida das mulheres evidenciam uma situação bastante preocupante com a situação das mulheres.
No que diz respeito à violência observa-se que com a promulgação e divulgação da Lei Maria da Penha cresceu o numero de queixas de violência contra as mulheres em muitas regiões do país, o que significa crescimento da demanda nos serviços que atendem estas mulheres. Porem, ao invés de aumentar, estes serviços estão sendo reduzidos, ou estão sendo muito timidamente ampliados.

Lei mais em: 100 anos de 8 de março


[i] Militante feminista, dirigente do PSOL/Ba e atua na Frente contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto.


Senhoras e Senhores Deputados, a legalização do aborto é uma questão de saúde pública e não uma prática pra ser tratada criminalmente. Ouvi certa vez de uma feminista uma frase reveladora: “o aborto no Brasil não é proibido; é proibitivo”. Ou seja, quem pode pagar por ele, interrompe uma gravidez indesejada com toda segurança em clínicas particulares. Já as mulheres pobres, muitas vezes, sequer são socorridas em hospitais públicos após sofrerem consequências de um aborto realizado em más condições. É hora de acabar com esta hipocrisia!

Lei mais em: PSOL

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

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Descaso com a Saúde Pública na Bahia

Mestre cuca Jaques Wagner: má digestão para o povo baiano!

Manoelzinho, você sempre estará presente!!!

Perdemos recentemente o jovem camarada, militante da APS do Pará, Manoel Amaral. Militante da frente de juventude no início dos anos 90, Manoelzinho foi de uma geração de jovens aguerridos militantes da Força Socialista que conquistaram com muita luta a meia-passagem sem burocracia em Belém. Atuou no movimento secundarista e universitário, foi da coordenação de várias campanhas eleitorais, entre elas as da conquista de dois mandatos do companheiro Edmilson Rodrigues para a prefeitura de Belém, em 1996 e 2000. Nos últimos anos, como Assessor Sindical do SINTEPP, participou de campanhas salariais vitoriosas e de eleições para direção do sindicato que garantiram sua combatividade e manutenção ao lado da luta da INTERSINDICAL. Membro da assessoria parlamentar do senador José Nery (PSOL-PA), Manoelzinho era licenciado em História pela UFPA e membro da direção municipal do PSOL de Belém. Manoel Amaral deixa esposa e filhos. Deixa em nossa memória um exemplo de vida dedicada à luta pelo socialismo. Manoelzinho, você sempre ficará em nossa memória. Na memória da Resistência Cabana. Lutador eterno dos 509 anos de resistência!!

Governo Wagner tem vergonha do povo baiano

A resolução aprovada afirma que o “governo Wagner tem vergonha do povo baiano” pois “para receber o presidente de Cuba, Raul Castro, o governador do PT resolveu fazer um “faxina étnica” no Pelourinho. No dia da visita, o governador Jaques Wagner mandou afastar da área os ambulantes, trançadeiras, mendigos e prostitutas. Montou um forte aparato policial e mandou varrer e lavar as ruas. Querendo esconder a pobreza do visitante de um país onde as ruas são sempre limpas e não existem mendigos, mostrou a essência de um governo que tem vergonha do povo baiano. O mesmo governo que recebeu Condolezza Rice, emissária do sanguinário Bush, com pompas de rainha e que continua entregando nossas riquezas para o grande capital internacional. Um governo que tem a cabeça colonizada, para quem os movimentos sociais e o povo pobre e negro são um problema que deve ser limpado”.

Afirma também que “O 2º Congresso Estadual e Nacional do nosso partido se realiza em tempos de crise econômica mundial e dos desafios que este novo cenário coloca para a esquerda mundial e, em especial, para os socialistas brasileiros e baianos.


É preciso afirmar que estamos diante de uma crise estrutural do regime do capital e de onde se deduz que as condições para a humanidade reproduzir sua existência nos marcos da sociedade capitalista tornam-se cada vez mais limitadas. A crise econômico-financeira é uma manifestação da crise estrutural que associa dimensões outras como a ambiental, social, alimentar e energética, por exemplo”.

Parlamentares são submissos, brigam por bobagem e se unem para aprovar privilégios

A resolução aprovada afirma também que “Temos uma assembléia legislativa totalmente submissa às iniciativas do executivo, onde não há uma verdadeira oposição. Os deputados do DEMo, e seus aliados, se dedicam a futricas e brigas secundárias. Por outro lado, quando se trata de votar privilégios para eles próprios, os deputados de todos os partidos (seja, PT, Demo, PSDB, PCdoB ou PSDB e seus satélites) sempre ficam, unidos, votando por unanimidade.

O mesmo tipo de prática se repete nas prefeituras e Câmaras de Vereadores da capital e do interior. É sempre a pequena política e o jogo de interesses menores que se sobrepõem aos interesses e à vontade do povo trabalhador.Assim também é o que vemos, como regra geral, na bancada de deputados federais e senadores baianos (ACM Junior-Demo, César Borges-PR e João Durval-PDT). Os da bancada de sustentação do governo Lula da Silva, aí incluídos não somente PT, PCdoB e PSB, mas também o velho carlismo do PMDB, PR (de César Borges), PTB e PP, sempre num eterno balançar de cabeças submisso, sem independência política e sem iniciativas importantes. Os do bloco Demo-PSDB, por não terem de fato divergências e fundo com o que é feito pelo governo, não fazem - nem podem fazer - uma oposição consistente.

Carlismo faz futrica, mas não vai enganar mais o povo

Enfim, o governo Wagner, por sua completa falta de identidade, iniciativa e independência política própria, tem se revelado o mais submisso às ordens do governo federal que a Bahia tem assistido nos últimos tempos.

Já “a velha direita carlista, ficou sem discurso e não exerce uma oposição de conteúdo programático ao governo Wagner. Se limita a criticar a incompetência administrativa e fazer denúncias de favorecimentos e manipulações da máquina do estado em favor dos interesses eleitorais de Wagner e do PT - coisa que eles mesmo não tem condições de fazer, pois estas práticas foram herdadas do próprio carlismo. Por outro lado, não tem críticas à política econômica, pois esta também é uma herança do carlismo”.

Homenagem ao camarada Manoel Amaral!!!

Por Edmilson Rodrigues

Camaradas,
Um jovem comunista se foi.
Um velho amigo resolveu partir.
Na verdade, nosso amigo e irmão
é mais um lutador do povo
partido pelos bichos inventados pela racionalidade irracional do capital.

Parte partindo, com golpes de bordunas,
nossos corações vermelhos de tanto sonhar.
Parte deixando sem chão,
enquanto choramos,
nossa rebeldia.
Parte deixando uma longa estrada de esperança comunista
para caminharmos em companhia de sua memória.
Como eu gostaria de acreditar que ele está no encontro de tantos outros mártires partidos.

Nota da Intersindical sobre o falecimento do Companheiro Manoelzinho

É com a dor da perda de um dos grandes lutadores do povo que a INTERSINDICAL manifesta tristeza com o falecimento do companheiro Manoel Amaral (da Ação Popular Socialista - APS, da Intersindical e do PSOL-PA), o qual era chamado carinhosamente de Manoelzinho.

Manoelzinho foi um militante exemplar e muito contribuiu com a organização da juventude e dos trabalhadores e trabalhadoras do Pará e com os movimentos sociais, sem perder a esperança própria dos combativos socialistas.
Apesar de sua juventude, Manoelzinho há décadas tem estado à frente das lutas!

Sua vida como ser humano e militante socialista é indiscutível: pai amigo e carinhoso, companheiro respeitoso, militante aguerrido, politizado, solidário e sempre disposto a dar o melhor de si para a luta do povo. Sem dúvidas, um exemplo a ser seguido!

Manoelzinho lutou nos últimos dias pela vida, uma luta acompanhada por muitos lutadores e lutadoras que, mesmo distantes, ao seu lado estiveram, torcendo por sua recuperação. Manoelzinho foi vítima de um dos males fabricados por este sistema capitalista, desumano, insano e injusto. Um dos males que afligem hoje a humanidade e para os quais se busca explicação ou com algum dos males que já deveriam ter sido erradicados, mas continuam dizimando vidas. Ele foi internado com suspeita de pneumonia, depois suspeitaram de gripe suína, em seguida de hantavirus e o único fato concreto até agora é que seu coração deixou de bater a 01h do dia 08 de agosto de 2009. E a única certeza que temos é a de que sua luta vai continuar, pois é a luta daqueles/daquelas que como ele, dedicaram e dedicam sua existência em defesa da vida, do planeta e de uma sociedade socialista.

A intersindical neste momento de dor se solidariza com a APS e com a família de Manoelzinho, em especial sua companheira Lílian Leitão, seus filhos, sua filha e demais familiares.

O exemplo e os ideais do nosso companheiro Manoelzinho, serão sempre um marco em nossa história e um caminho a ser percorrido.

Manoel Amaral, PRESENTE !

A luta continua!

INTERSINDICAL

quarta-feira, 3 de junho de 2009

MPF denuncia executivos de empreiteira que financiou campanhas do PT

MPF DENUNCIA 3 EXECUTIVOS DA CAMARGO CORRÊA
Fonte: BahiaNotícias

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou nesta segunda-feira (1º) três executivos da construtora Camargo Corrêa e quatro doleiros, inclusive por causa das obras do metrô de Salvador. Eles são acusados de participarem de um suposto esquema de câmbio ilegal paralelo, evasão de divisas, fraude contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. A denúncia da procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, com base na Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal (PF), realizada em março deste ano. Segundo ela há uma “farta gama de provas” que indicam “a existência de articulada e sofisticada organização criminosa operada por doleiros e diretores da empresa Construções e Comércio Camargo Corrêa”. O MPF registrou seis desses casos, entre eles o da Refinaria Abreu e Lima, em Recife, em que a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou 12 irregularidades. Além do metrô da capital baiana, foram denunciadas as obras de ampliação do aeroporto de Vitória, a implantação de trens urbanos em Fortaleza, a implantação do terminal de passageiros Timbi e a de modernização do trecho Rodoviária-Recife-Cabo, do sistema de trens urbanos da capital pernambucana. A Camargo Correa também foi apontada pela Operação Nêmesis, da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-BA), em que foram apontadas ilegalidades no aluguel de viaturas das polícias civil e militar baiana e compra de fardamento. Com informações da Agência Brasil.

Camargo Corrêa doou 3, 4 milhões ao PT em 2008

As empreiteiras investiram pesado nas eleições 2008. Segundo dados do TSE, foram repassados, ao todo, 39,9 milhões de reais aos diretórios nacionais de 7 partidos. O PT pode não ter ganho todas as eleições que disputou, mas nessa competição ele conseguiu superar seus adversários, sendo o campeão no recebimento de doações das empreiteiras, totalizando 14,9 milhões de reais. A Camargo Corrêa, denunciada recentemente pelo MPF (matéria acima), foi a segunda maior doadora do PT com 3,4 milhões de reais, perdendo somente para a Andrade Gutierrez que doou 5,85 milhões de reais.

As doações foram feitas através dos Diretórios Nacionais como forma de maquear a prestação de contas dos candidatos, pois assim eles poderiam esconder seus verdadeiros vínculos de classe

Governo Wagner corta 1,7 bi do orçamento, mas pagamento da dívida pública é mantido

Usando como argumento os impactos da crise econômica na Bahia, o Governo Wagner irá cortar 1,7 bilhões de reais do orçamento de 2009. A dívida pública, em torno de R$ 1,6 bi, será paga religiosamente. Até o final de abril, o governo tinha investido somente R$ 177,7 milhões, enquanto o pagamento da dívida já tinha chegado ao patamar de R$ 730 milhões nos primeiros quatro meses do ano, de acordo com dados do Instituto dos Auditores Fiscais da Bahia (IAF). Mais uma vez, o governo do PT mostra para quem governa. Aos banquieiros, tudo! Ao povo, o rigor do orçamento!