terça-feira, 16 de março de 2010

TODOS(AS) AO CONCLAT! JUNHO DE 2010


APROVADA CENTRAL UNITÁRIA PARA AS LUTAS DOS TRABALHADORES

Texto: Edson Carneiro

CONCLAT em junho de 2010 decidirá direção, funcionamento e natureza
O Seminário Nacional da Reorganização, realizado nos dias 01 e 02 de novembro aprovou, por consenso, a constituição de uma Central classista e unitária para as lutas dos trabalhadores. Unindo Intersindical, Conlutas, MAS, MTST, MTL, Pastoral Operária Metropolitana de SP, além de setores sindicais independentes, a nova organização surge na contramão do processo de fragmentação do movimento sindical, em curso desde a falência da CUT como instrumento independente da classe trabalhadora. O seminário nacional, que contou com mais de mil participantes, foi o desdobramento de seminários estaduais e regionais que aconteceram em todo o País.

Em clima de euforia, as delegações presentes ao seminário nacional comemoraram os avanços acordados entre as organizações, após um dia de intensos e acalorados debates do plenário em favor da unidade dos setores combativos. A polêmica principal em torno do caráter e natureza que a nova organização deve adotar será decidida por um Congresso da Classe Trabalhadora – Conclat – na primeira semana de junho de 2.010, que decidirá também o funcionamento e a direção da nova central.

A INTERSINDICAL defende uma Central dos Trabalhadores articulando os que vivem do trabalho, ou seja, trabalhadores com emprego ou sem emprego, com carteira assinada ou não, dos setores formais ou informais. Essa formulação de Central de Trabalhadores também foi defendida por outras organizações como o MTST, MAS, MTL, além de setores minoritários da Conlutas, como Unidos Prá Lutar e FOS. Além da Intersindical, todas essas organizações são contrárias à participação orgânica dos movimentos estudantil e contra as opressões na central.

Até a realização do Conclat uma Coordenação provisória e consensual reunindo todas as organizações que participam do processo vai debater os critérios de participação dos trabalhadores no Congresso de fundação. Para a INTERSINDICAL, foi dado um passo fundamental para reverter a fragmentação do movimento dos trabalhadores e construir um instrumento amplo e vigoroso que reúna todos os que querem lutar para transformar a realidade brasileira.

Todos ao CONCLAT!

É chegada a hora de construir com todos os setores combativos uma Central de Trabalhadores, classista, democrática, independente dos patrões, dos governos, Estado e partidos políticos, enraizada os locais de trabalho e controlada pelas entidades de base, capaz de aglutinar amplos setores da nossa classe na luta contra o capital. Em breve, a INTERSINDICAL divulgará documento sobre as polêmicas a serem resolvidas no Conclat, bem como as tarefas deste período da nossa organização.

terça-feira, 9 de março de 2010

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Venezuela convoca eleições parlamentares para setembro

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela convocou eleições para o dia 26 de setembro para renovar a Assembleia Nacional, processo que o presidente Hugo Chávez considera crucial para a revolução bolivariana.

DO CAJADO DE PEDRO PARA O CADUCEU DE ESCULÁPIO: DA TUTELA ECLESIAL PARA A TUTELA MÉDICA.

 Vamos analisar duas notícias:
 A primeira refere-se às estratégias da igreja católica para se defender das evidências de pedofilia e abuso sexual:
 "Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram que há entre homossexualidade e pedofilia", disse o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, em entrevista coletiva em Santiago reproduzida por agências de notícias (Folha de São Paulo, 13 de abril de 2010).
  A segunda, o recuo em relação à condenação do aborto em meninas abusadas:
 “Há cerca de um ano, quando outra menina, de 9 anos, também vítima de abuso, passou pelo mesmo procedimento, o então arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso, foi contra - os médicos do Cisam e a mãe da vítima acabaram excomungados pela Igreja.
 Sucessor de dom José, dom Fernando Saburido declarou-se "triste", mas disse que a decisão é dos pais. "Se há um consenso médico de que a vida da mãe corre risco, o aborto é algo a ser considerado." D. Fernando disse, porém, que a Igreja é contra o procedimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (11 de abril de 2010, agência Estado)
PSOL
Por parte do governo americano veio a cobrança para que o governo brasileiro tome uma postura no sentido de sensibilizar (pressionar!!) o governo iraniano pelo desarmamento nuclear, campanha na qual a Hilary Clinton está empenhada. Já pelas bandas de cá, o presidente Lula se manifesta por uma solução negociada, que não procure romper relações comerciais com o Irã, principal estratégia estadunidense para levar a bancarrota países que não se dobram ante sua majestade, EUA. Defende também de forma até que inflamada a soberania e autodeterminação dos povos.
Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Crack do combate à violência no governo Wagner


O dirigente nacional do PSOL na Bahia, Hamilton Assis, disse nesta semana que “Diante do grande aumento da violência na Bahia, o governo Wagner resolveu dar uma resposta. Mas, ao invés de tentar resolver o problema, resolveu fazer uma grande campanha de propaganda política para esconder o problema. É a campanha “Crack – 80% dos homicídios: principal causa da violência na Bahia”. Usando as mais diversas mídias e gastando milhões do dinheiro público tenta enganar o povo”.
Segundo Hamilton, “Com isto, governador do PT tenta tirar suas responsabilidades. A culpa passa a ser da droga. Para o governo, a violência não está relacionada às questões sociais nem ao racismo. Se esquece que provavelmente 80% ou mais dos homicídios envolvem pobres e negros”.
Ele acrescenta ainda que “Não há dados seguros que permitam dizer que o crack é responsável por 80% dos homicídios. Dizer isto é uma grande irresponsabilidade, principalmente partindo do governo estadual. Uma grande parte dos homicídios fica sem inquéritos concluídos. Não se conhecem causas nem responsáveis”.
Esta opinião é compartilhada também pelo dirigente estadual do PSOL, Hilton Coelho que afirmou que “A violência aumenta dia a dia. Antes concentrada em Salvador e Região Metropolitana de Salvador (RMS), agora se espalha por toda a Bahia e envolve a própria polícia e grupos de extermínio. Só agora, em Vitória da Conquista foram 14 assassinatos cometidos por policiais. Em Porto Seguro, um secretário municipal aliado do governo estadual e um grupo de policiais estão envolvido no assassinato de dois professores sindicalistas. A secretaria de segurança levou 20 dias para dar andamento ao mandato de prisão emitido pelo juiz”.
Hilton acrescentou ainda que “O caso do servidor público Neilton, assassinado dentro da secretaria de Saúde da Prefeitura de Salvador, quando o PT estava à frente daquela secretaria, num caso cheio de indícios de corrupção, até hoje continua inconcluso”.
Hamilton Assis concluiu dizendo que “É muito fácil botar a culpa nos usuários de drogas. Mas é espantoso também como a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos silencia diante deste absurdo. Omissa, como sempre. Não se conhece nenhuma atitude diante da violência policial indiscriminada contra a população pobre e Negra da Bahia. E isto partindo de um secretário que já foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa da Bahia durante 7 anos, quando era muito ativo. Agora, compactua passivamente e com tudo isto”.
Mas, para Hilton Coelho, talvez a propaganda governista esteja certa. “Afinal, a palavra Crack, originada do inglês, pode ser a droga, mas significa também quebrar, como no Crack da Bolsa de Valores. Assim o governador Wagner-PT pode estar apenas reconhecendo que esta quantidade de homicídios é uma demonstração do crack da política de combate à violência e defesa dos Direitos Humanos na Bahia.

Assassinato em Porto (In)Seguro



FORA ABADE!
E FORA TODOS OS CORRUPTOS!!


Os poderosos podem destruir uma, duas, três flores,
mas nunca impedirão o chegar da primavera.
(Che Guevara)

Os cidadãos de Porto Seguro estão perplexos com o desenrolar das investigações sobre os assassinatos dos professores Álvaro Henrique e Elisney Pereira. A decretação de prisão preventiva do Secretário de Governo e Comunicação do Município, Sr. Edésio Ferreira Lima Dantas (PSB), comprovou a suspeita de envolvimento do poder público municipal na brutal execução dos sindicalistas que lutavam pela qualidade da educação, pela melhoria das condições de trabalho docente e pela transparência no uso do dinheiro público. Um misto de indignação, ousadia e combatividade tomou conta da cidade, que rapidamente viu eclodir várias manifestações exigindo justiça e prisão de todos os culpados.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia revela não apenas os responsáveis pelos crimes. O documento também revela um grande esquema de desvio de dinheiro público, uso inapropriado da administração municipal e organização do tráfico de drogas a partir da máquina pública. O comando desse esquema era feito pelo Secretário de Governo Edésio Lima, que chegou a Porto Seguro sob indicação da Deputada Lídice da Mata (PSB) e rapidamente recebeu plenos poderes do Prefeito Municipal Gilberto Abade (PSB), tendo se transformado no principal nome do governo municipal.

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Porto Seguro acredita que a revelação desse triste episódio é a demonstração da falência de um modelo político que desde a década de 1990 vem se reproduzindo na cidade. Pautados em práticas corruptas, antidemocráticas e violentas, esses governos reproduzem uma política que vem destruindo o patrimônio público municipal, ampliando as desigualdades sociais e perseguindo e/ou executando vidas de cidadãos que questionam a regra do jogo.

Diante dos presentes fatos, o PSOL exige a imediata prisão de todos os acusados, especialmente do Secretário Edésio Lima. Ao passo que torna público seu repúdio à Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, que se deixou levar pelas pressões movidas pelos interesses políticos dos aliados do Governo Wagner, ignorando o pedido de prisão preventiva decretado no dia 9 de feveiro e recebido no dia seguinte pela coordenadora da GAECO. Por fim, chama toda sociedade para levantar a bandeira do impeachment do Prefeito Abade (PSB), que não possui mais legitimidade para governar essa cidade.

Abade foi o responsável pela nomeação de Edésio, que se transformou no chefe da organização criminosa que, segundo denuncia o Ministério Público, tinha a “finalidade de cometer crimes contra o patrimônio e tráfico de drogas, além de crimes contra a administração pública municipal”. Como chefe do executivo, permitiu o ingresso de “conhecidos traficantes” e “policiais-bandidos” na administração pública, inclusive aceitando-os como seus seguranças particulares. No mínimo, foi omisso diante das inúmeras denúncias de desvio de verba pública e contratação de funcionários fantasmas. Diante disso, o julgamento político necessário ao processo de impeachment traz a certeza da sua ilegitimidade em continuar à frente da Prefeitura Municipal. Por isso, o PSOL de Porto Seguro convoca a todos cidadãos para a luta, unificados numa única voz: FORA ABADE! E FORA TODOS OS CORRUPTOS!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

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Coletivo de Mulheres da APS

Há séculos ativistas do movimento feminista e do movimento de mulheres têm lutado contra as ideologias machistas que historicamente tem atuado no sentido de tentar naturalizar processos históricos e sociais que reafirmam uma suposta inferioridade das mulheres com relação aos homens. As mulheres têm lutado contra as relações de dominação cujo foco seja de ordem racial, sexista e de classe e contra as inúmeras relações hierárquicas que historicamente têm feito com que determinados grupos sociais possuam mais poder que outros. Isto porque essa distribuição desigual do poder é fundamental no processo de exploração por parte do capital.
Leia mais em: 100 anos de 8 de março



Governo Lula: Governo de “Todos”?
 Por Zilmar Alverita da Silva[i]

A análise de alguns dados mais recentes referentes à situação das mulheres no Brasil nos faz questionar a propaganda do Governo Lula, que diz governar o país para “todos”. De maneira suposta, aí estariam incluídas as mulheres.
Os dados produzidos pelo próprio governo concernentes à violência e aos efeitos da crise econômica na vida das mulheres evidenciam uma situação bastante preocupante com a situação das mulheres.
No que diz respeito à violência observa-se que com a promulgação e divulgação da Lei Maria da Penha cresceu o numero de queixas de violência contra as mulheres em muitas regiões do país, o que significa crescimento da demanda nos serviços que atendem estas mulheres. Porem, ao invés de aumentar, estes serviços estão sendo reduzidos, ou estão sendo muito timidamente ampliados.

Lei mais em: 100 anos de 8 de março


[i] Militante feminista, dirigente do PSOL/Ba e atua na Frente contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto.


Senhoras e Senhores Deputados, a legalização do aborto é uma questão de saúde pública e não uma prática pra ser tratada criminalmente. Ouvi certa vez de uma feminista uma frase reveladora: “o aborto no Brasil não é proibido; é proibitivo”. Ou seja, quem pode pagar por ele, interrompe uma gravidez indesejada com toda segurança em clínicas particulares. Já as mulheres pobres, muitas vezes, sequer são socorridas em hospitais públicos após sofrerem consequências de um aborto realizado em más condições. É hora de acabar com esta hipocrisia!

Lei mais em: PSOL