segunda-feira, 13 de abril de 2009

Café Científico discute Terrorismo Imobiliário em Salvador

O Café Científico é um local em que qualquer pessoa pode discutir desenvolvimentos recentes das várias ciências e seus impactos sociais. Ele oferece uma oportunidade para que cientistas e o público em geral se encontrem face a face para discutir questões científicas, numa atmosfera agradável.
Estamos procurando implantar uma conduta ambientalmente responsável no café. Assim, pedimos à nossa audiência que leve suas canequinhas, copos etc. para beber o café e a água oferecidas durante o evento. Assim, poderemos não usar tantos copinhos de plástico, que têm custo ambiental considerável, visto que não podem ser devidamente reciclados.
O evento é inteiramente gratuito e não necessita de inscrição. O local é a LDM - Livraria Multicampi, na Rua Direita da Piedade, 20, Piedade. O Café Científico ocorre na segunda semana de cada mês, sempre às segundas-feiras, às 18:30 horas. O telefone da livraria é (71)2101-8000. Informações podem ser conseguidas também no telefone (71) 3283-6568.
Maiores informações sobre o café científico de Salvador podem ser encontradas em http://cafecientifi cossa.blogspot. com
TERRORISMO IMOBILIÁRIO EM SALVADOR
ORDEP SERRA, DÉBORA NUNES E ROGÉRIO HORLLE

A partir do exame de um caso exemplar (a expulsão sistemática, por meio de violência e constrangimento, de moradores de uma área de Mussurunga para a implantação de um empreendimento imobiliário ilegal), pretende-se examinar implicações da urbanização desigual em um processo que acentua a vulnerabilidade de grandes segmentos da população de Salvador e promove distorções no campo do planejamento, afetando o estado de direito e comprometendo a qualidade de vida na metrópole; também se deseja discutir o impasse metropolitano de Salvador, por carência de macro-planejamento; a pertinência do diagnóstico de uma situação de terror vivenciada por muitos nesta capital; e o absenteísmo de uma grande parcela da sociedade civil em face disso. Dar-se -á ênfase à discussão de mecanismos para-legais de gestão e empreendimento nesta urbe e da pertinência de uma “sociologia do terror” que metrópoles brasileiras estão requerendo para a compreensão de aspectos de sua configuração atual.

13 de abril de 2009 – 18:30 horas
Ordep Serra (Depto. de Antropologia, UFBA), Débora Nunes (UNIFACS) e Rogério Horlle
Terrorismo imobiliário em Salvador

Informações gerais sobre a iniciativa dos Cafés Científicos podem ser conseguidas no seguinte sítio: http://www.cafescie ntifique. org

Comissão Organizadora

MPE pede imediata suspensão do Programa ‘Na Mira’

Do blog Política Livre

O programa ‘Na Mira’, da TV Aratu, é alvo de uma ação civil pública ajuizada ontem pelo MInistério Público estadual (MPE). Na ação, os promotores de Justiça Almiro Sena (Cidadania) e Isabel Adelaide Moura (Criminal) acusam o programa de, “sob o pretexto de ‘mostrar a vida real’”, apresentar diariamente cenas de extrema violência e reportagens constrangendo, ilegalmente e de forma humilhante, pessoas negras e pobres que são presas pela polícia, “ofendendo, dessa forma, direitos e garantias fundamentais da pessoa humana”. Os promotores questionaram ainda o horário de transmissão do “Na Mira”. Segundo eles, o programa exibe em u horário acessível às crianças a hora do almoço, cenas com cadáveres ensanguentados, pessoas torturadas e assassinadas. Na ação, o MPE pede à Justiça que determine a imediata suspensão da veiculação do programa.

Guardas Municipais protestaram na Prefeitura

Um grupo de cerca de 80 guardas municipais usou a manhã desta segunda-feira (13) para fazer um protesto em frente ao Palácio Thomé de Souza. Os patrulheiros, que estavam sendo apoiados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindsep), reivindicavam o pagamento do adicional de 40% do salário devido ao risco à vida que a profissão oferece. Além disto, muitos guardas reclamam que não há fardamento para que a atuação nas ruas aconteça ou o uniforme reserva não existe. A manifestação foi encerrada por volta das 11h30 depois que o Coronel Guanaes, comandante da tropa, se reuniu com os guardas e prometeu repassar as solicitações para o prefeito.


As informações são do A Tarde Online.

O PIB cai e a “marolinha” aumenta

Muitas autoridades monetárias do governo ainda sonham com o crescimento de 2% do PIB para 2009, mas até mesmo o Banco Central, através da Focus, já trabalha com a possibilidade de queda de 0,30%. Lula, durante a crise, tem dito sucessivas vezes para que a população e os governos, principalmente os municipais que vêm sofrendo com a diminuição dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), apertem os cintos. Enquanto isso, os interesses dos banqueiros continuam intocáveis. E a “marolinha” vai crescendo.

MST bloqueia estrada no sul do estado

Do site Bahia Notícias

O sul do estado enfrenta o bloqueio da BR-101 no km 694 protagonizado por integrantes do Movimento Sem Terra desde o final da manhã desta segunda. Os sem-terra vieram de um acampamento próximo à rodovia e alegam que a ação faz parte das programações do MST para a celebração do Abril Vermelho deste ano. A rodovia segue congestionada e policiais rodoviários federais já foram deslocados para o local para negociar com os agricultores o desbloqueio da via. O mês de ações do movimento ocorre para lembrar a morte de 19 trabalhadores no massacre de Eldorado dos Carajás. Ao todo, existem perto de 50 acampamentos sem-terra em toda a Bahia.
As informações são do A Tarde Online.

Lula dá adeus à Reforma Agrária

Por Ariovaldo Umbelino*
O II Plano Nacional de Reforma Agrária (II PNRA) terminou em 2007 e poucos se lembraram deste fato, ou seja, o governo Lula só faz a reforma agrária se quiser, pois, não tem mais nenhum plano para isso. Mas, o MDA/Incra continua produzindo "factóides" para enganar a sociedade através da mídia com notícias tais como: novo estudo sobre os índices de produtividade, ou então, há muitas terras sendo compradas por estrangeiro no Brasil. Aliás, o órgão governamental encarregado de cuidar desta última questão é o próprio Incra, e não se sabe por que ele não toma as providências contra estas vendas se elas por acaso, são irregulares. Quanto aos novos índices de produtividade que nunca têm sido decretados pelo governo Lula, é mais uma notícia do "me engana que eu gosto".
Por outro lado, o mesmo MDA/Incra, como tem feito sistematicamente, não publica automaticamente os dados da reforma agrária, agindo como se não fossem órgãos públicos que devem prestar conta de suas atividades à sociedade. É por isso que, somente agora no final de 2008, estão aparecendo os primeiros resultados de 2007.
Como todos se recordam o II PNRA tinha como meta um, implantar em cinco anos 550 mil novos assentamentos, e, como meta dois, regularizar 500 mil posses. Além, é óbvio, da meta três relativa ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (ex-Banco da Terra do Banco Mundial) que previa assentar mais 150 mil famílias, e da meta sete que previa reconhecer, demarcar e titular as áreas das comunidades remanescentes de quilombo. (http://www. mda.gov.br/ arquivos/ PNRA_2004. pdf acessado em 17/12/2008 às 09:30 hs). Mas, infelizmente, o MDA/Incra insiste em tentar confundir a todos divulgando que assentou, nos 5 anos do II PNRA, um total de 448.954 famílias.
Tenho escrito que esses dados divulgados pelo governo Lula sobre a reforma agrária, referem-se à Relação de Beneficiários emitidas, as "famosas" RBs. Assim, continuo a tarefa de esclarecer a todos que as RBs não se referem apenas aos assentamentos novos, elas são emitidas também para os assentamentos relativos à regularização fundiária (Resex, PAE, etc). As RBs são também emitidas para regularizar a situações das famílias dos assentamentos antigos reconhecidos pelo Incra para que os já assentados tenham acesso às políticas públicas. Elas são inclusive emitidas para regularizar a situação de assentados em decorrência de herança, daqueles que compraram lotes de boa fé, e daqueles que foram substituídos nos assentamentos antigos por abandono ou outros mot ivos permitidos por lei, etc. Assim, mesmo com muitos limites, é possível começar a fazer o balanço do II PNRA. Mas, os dados das RBs divulgados pelo INCRA, em decorrência dos motivos apontados anteriormente, precisam ser desagregados. Feita esta desagregação, entre 2003 e 2007 o governo Lula assentou apenas 163 mil famílias referentes à meta um - novos assentamentos. Portanto, cumpriu somente 30% da meta de 550 mil famílias que ele tinha prometido assentar. Não cumpriu também a meta dois que referia à regularização fundiária de 500 mil posses, pois regularizou apenas a situação de 113 mil famílias, ou seja, atingiu apenas 23% da meta. Entre os dados restantes estão 171 mil famílias referentes à reordenação fundiária, ou seja, a situação de regularização em assentamentos antigos, e o que é mais absurdo a inclusão de cerca de duas mil famílias referentes à reassentamento de atingidos por barragens, que em absoluto trata- se de reforma agrária.
Quando se observam os dados relativos as 163 mil famílias de fato assentadas pela reforma agrária, verifica-se que em termos regionais a distribuição do percentual de cumprimento de metas, foi o seguinte: região Norte cumpriu 19%, Nordeste 43%, Centro-Oeste 31%, Sudeste 20%, e, Sul 19%. Há estados que inclusive, cumpriram índices baixíssimos como, por exemplo, o Rio Grande do Sul que atingiu apenas 15% das metas, Rio de Janeiro 16%, Sergipe 18%, Santa Catarina 19%, Minas Gerais 20%, Paraná 21%, Espírito Santo e São Paulo 22%, Mato Grosso 23%, e etc. Entre as unidades que cumpriram mais da metade das metas, estão apenas o Maranhão que alcançou 54%, o Piauí 58% e a superintendência do médio São Francisco 71%.
Assim, como tenho afirmado a política de reforma agrária do governo Lula está marcada por dois princípios: não fazê-la nas áreas de domínio do agronegócio e, fazê-la apenas nas áreas onde ela possa "ajudar" o agronegócio. Ou seja, a reforma agrária está definitivamente, acoplada à expansão do agronegócio no Brasil. É como se estivesse diante de uma velha desculpa: o governo Lula finge que faz a reforma agrária, e divulga números maquiados na expectativa de que a sociedade possa também, fingir acreditar.Mas, a primeira e principal conclusão que se pode tirar do balanço do II PNRA, é apenas e tão somente uma: o governo Lula do Partido dos Trabalhadores também não fez a reforma agrária.
Afinal esperava-se que Lula cumprisse sua histórica promessa de fazer a reforma agrária, a pergunta então deve ser: porque também seu governo não faz a reforma agrária? E, a resposta também é uma só: seu governo decidiu apoiar totalmente o agronegócio. Mais uma prova cabal desta aliança com o agronegócio e contra os camponeses e os trabalhadores rurais do país, está em muitas páginas do recém lançado Plano Nacional Sobre Mudança do Clima (PNMC) (www.mma.gov. br). Na ocasião do lançamento as informações que ganharam divulgação foram aquelas sobre a proposta de diminuição dos indicadores de desmatamento na Amazônia. Mas, entre outras informações sobre a aliança do governo Lula com o capital monopolista mundializado, está a previsão de expansão do setor sucroalcooleiro entre 2008 e 2017 para produzir 52,2 bilhões de litros de etanol para o mercado interno e 8,3 bilhões para exportação. A única questão que o PNMC não cita é: qual a área necessária para se produzir essa quantidade de etanol? Ora, como a produção em 2008 é de 24,5 bilhões de litros de etanol e a área plantada de cana-de-açúcar ocupa 9 milhões de hectares, será necessário ampliar a área em mais de 13 milhões de hectares, atingindo assim, uma extensão de mais de 23 milhões de hectares. Mas, este assunto será tratado no próximo artigo.
É por tudo isso, que a palavra de ordem deve continuar sendo:- Por um III PNRA - Plano Nacional de Reforma Agrária sob controle político dos camponeses sem terra.
*Ariovaldo Umbelino, professor titular de Geografia Agrária pela Universidade de São Paulo (USP). Este artigo foi publicado originalmente no jornal Brasil de Fato, 22-12-2008.

Concentração de terra no País permanece alta, diz Atlas

Do site Bahia Notícias

O Brasil agrário é um mundo ainda marcado por grandes fluxos migratórios, disputas territoriais e contradições. O moderno e o arcaico convivem nessa parte do País, que abriga 16,4 milhões de pessoas e onde a concentração da propriedade permanece alta, apesar das políticas de redistribuição de terras. É isso o que sinaliza o recém-lançado Atlas da Questão Agrária Brasileira - conjunto de quase 300 mapas, acompanhados de análises, resultante da tese de doutorado do geógrafo Eduardo Girardi, desenvolvida no Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (Nera), da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Informações do Estadão.

Aldo (PC do B), o reacionário, ataca indígenas de Raposa-Serra do Sol

Atila Roque

O deputado Aldo Rebelo (PC do B) voltou hoje à carga, em entrevista no Jornal da rádio CBN, contra a decisão do STF favorável a demarcação contínua da Reserva Indígena de Raposa Serra do Sol (Roraima). Na entrevista ele se esmerou em denunciar as ONGs como estando “à serviço de interesses externos” e “de olho nos minérios de Roraima”. O deputado também se referiu ao Projeto Lei que apresentou no Congresso que abriria a possibilidade de rever a decisão do Supremo. Os argumentos do deputado são infames e lamentáveis, lançando mão de um nacionalismo xenófobo que aumenta o caldo dos que querem criminalizar as ONGs e “integrar” os índios. A entrevista na CBN também contou com a participação do pesquisador do Greenpeace, Sérgio Leitão, que demonstrou, com elegância e consistência, a contradição de um representante de um partido que já teve os seus direitos cassados mais de uma vez na história brasileira, com base em argumentos semelhantes aos agora utilizados pelo deputado (“O ouro de Moscou”). Sérgio também chamou a atenção para o risco de um “golpe parlamentar” contido em Projeto de Lei do deputado que permitiria a revisão de uma decisão julgada pelo Supremo Tribunal, em claro desrespeito ao equilíbrio dos três poderes da República. Francamente, com uma esquerda dessas, quem precisa de direita?

O áudio da entrevista pode ser encontrado no site da CBN ou no blog http://blog.inesc.org.br/

Supremo Tribunal dos EUA rejeita novo julgamento a Mumia Abu Jamal

Há 27 anos no corredor da morte, Mumia Abu Jamal tinha sido ativista do movimento Panteras Negras e o seu caso tornou-se um símbolo da luta contra a pena de morte
Por Michelle Amaral da Silva
07/04/2009 15:29

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos recusou nesta segunda -feira, 6, um novo julgamento ao jornalista negro e símbolo da luta contra a pena de morte, Mumia Abu Jamal.
Abu Jamal foi condenado à morte em 1982, acusado de ter assassinado um policial.
Há 27 anos no corredor da morte no Estado da Pensilvânia, Mumia Abu Jamal tinha sido ativista do movimento Panteras Negras e o seu caso tornou-se um símbolo da luta contra a pena de morte.
Neste recurso o réu e os seus advogados alegavam que o Ministério Público tinha excluído deliberadamente negros do júri que o julgou. O Tribunal de Recurso de Filadélfia já tinha recusado o recurso de Abu Jamal, mas declarou também que a sentença não era válida.
Agora, o Supremo Tribunal manteve a decisão do Tribunal de recurso de Filadélfia, recusando um segundo julgamento a Abu Jamal. É a terceira vez que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou um recurso de Mumia Abu Jamal.
O Supremo tem ainda de se pronunciar sobre a pena de morte.
A campanha pela sua libertação tem o site freemumia.com