quinta-feira, 12 de março de 2009

Seminário do PSOL discutiu impactos da crise sobre as mulheres

Associado às comemorações do Dia Internacional da Mulher, o seminário “As Mulheres no Contexto da Crise do Capital”, organizado pelo Setorial de Mulheres do PSOL Bahia, foi realizado nos dias 6, 7 e 8 de março, envolvendo mulheres e homens, filiadas/os ou simpatizante do PSOL da capital e do interior do Estado, com destaque para os município de Barreiras, Juazeiro e Bravo. O seminário também contou com a participação da companheira Luciene (PSOL/RJ).
Na sexta à noite, o seminário focou a crise do capital e seu impacto sobre as mulheres, sobretudo as negras, vulneráveis no(s) mundo(s) do trabalho até em tempos de expansão econômica. Com o aprofundamento da crise, este segmento da classe trabalhadora tem sido atingido diretamente (desemprego) e indiretamente (pelo desemprego dos seus maridos e filhos/as).
A inexistência de uma séria política de reforma urbana, com a construção de casas populares, a escassez de políticas de socialização das crianças e a fragilidade das políticas públicas para mulheres, negros e homossexuais, também entrou na pauta, no sábado pela manhã.
A situação das mulheres quilombolas, indígenas e ribeirinhas foi tema do sábado à tarde, tendo como contexto de análise a crise do modelo civilizatório europeu/masculino/ branco/moderno que tem por base a dominação/exploração/controle da natureza e das mulheres. Suas conseqüências perversas têm aparecido: chuvas em escassez ou em excesso; contaminação dos rios; desertificação; e tanto outros males.
A pauta do domingo não poderia ser outra. A legalização do aborto foi incluída na programação em função do contexto atual, de forte ofensiva dos grupos fundamentalistas no Brasil. Além disso, no Brasil, a capital baiana apresenta os piores índices de morte materna tendo como causa a interrupção gestacional feita de forma insegura. Assim, as mulheres reunidas neste seminário consideraram que o setorial nacional de mulheres do PSOL precisa avançar na sua luta pela descriminalização do aborto, juntamente com os setoriais estaduais e municipais.
Por fim, e com o adiamento da Marcha das Mulheres para o dia 10 de março (terça-feira), foi construida uma agenda para o interior do Estado. As datas destacadas foram: o 25 de julho (Dia da Mulher Negra na América Latina); 28 de agosto (Dia do Orgulho Lésbico); o 25 de novembro a 10 de dezembro (Campanha de Combate à Violência contra as Mulheres); o 12 de outubro (Luta por creche).
O setorial de mulheres do PSOL voltará a se reunir no dia 16 de março, às 18:30 horas, para dar continuidade ao seu processo de organização e luta.

Mulheres do MSTB fazem mobilização no Subúrbio

Na esteira das mobilizações pelo Dia Internacional da Mulher, o MSTB organizou uma grande mobilização no Subúrbio. O principal objetivo era denunciar o descaso do Estado com a situação de violência ao qual as mulheres estão submetidas na região. Com a DEAM sucateada e o Governo Wagner fazendo vistas grossas, a única saída foi a mobilização. Com muita alegria e combatividade, as mulheres do MSTB pintaram com suas cores, alegrias e vontade de lutar as ruas de Escada, Periperi, a Praça do Sol e a Praça da Revolução.







MSTB ocupa DNOCS e governo é forçado a negociar

Mais de 700 integrantes do Movimento dos Sem-Teto da Bahia ocuparam o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DENOCS) no último dia 10/03. A mobilização ocorreu depois que o Governo Wagner entrou com o pedido de reintegração de posse da ocupação da Av. Gal Costa, ameaçando demolir as moradias provisórias dos integrantes do movimento. As mobilizações também ocorrem por conta da falta de vontade do governo em discutir com o MSTB a situação das áreas ocupadas, inclusive algumas de proteção ambiental. Após a ocupação, o Governo se viu obrigado a reabrir a mesa de negociação permanente, sem funcionar há cinco meses, e retirar, temporariamente, o pedido de reintegração de posse. O MSTB fará uma série de assembléias em seus acampamentos com o objetivo de preparar o movimento para as próximas discussões e mobilizações. Uma ampla pauta será entregue ao Governo da Bahia na reunião de abril.

Governo do PT já contabiliza 13 mortes por dengue na Bahia

Triste coincidência! O Governo do PT já contabiliza 15 mil contaminados com o vírus da Dengue e 13 mortos na Bahia. A última vítima foi um garoto de 08 anos de idade, chamado Cláudio Borges. Em Itabuna, se encontra o maior foco de dengue do país, sendo que o município já decretou estado de emergência. Para se ter uma idéia do absurso, a cada 100 casas, 16 contêm focos da dengue. Vários fatores explicam essa situação, mas sem dúvida alguma a falta de uma política preventiva por parte do Estado é uma das principais responsáveis pelas 13 vítimas fatais na Bahia.

Wagner admite que bahia será afetada pela crise

Em notícia publicada no site do Bahia Notícias de quinta feira, 12 de março, Wagner admitiu que a “marolinha” vai atingir a Bahia. Em declaração, ele afirmou que “temos um problema (a queda do PIB nacional) e é óbvio que as economias maiores sofrem mais. A Bahia é a sexta maior economia do país”. As medidas tomadas pelo Governo da Bahia são as de sempre: mais benefícios para o capital através de incentivos fiscais. Enquanto isso, as escolas públicas sofrem com as péssimas condições estruturais e o arrocho salarial contra os servidores públicos continua.

Encontro discute questões indígenas com 14 tribos da Bahia

Começa nesta terça-feira, 10, o E14 - Encontro das Culturas dos 14 Povos Indígenas da Bahia.
Cerca de 150 índios de diversas tribos da Bahia se reúnem para discutir questões importantes para o povo indígena, como a proteção dos recursos naturais, a manutenção dos jovens nas universidades e a preservação da cultura das ervas medicinais e da culinária. Um dos destaques este ano é a valorização do toré, uma cerimônia na qual os índios buscam harmonizar as energias e se afastar do mal.
Na Praça 2 de Julho, no Campo Grande, estarão à venda produtos em uma feira de artesanato indígena. Na relação de itens consta artefatos de madeira, barro, utensílios e instrumentos musicais. A feira vai até sexta-feira, em parceria com o Instituto Mauá.
Confira a programação completa do E14:
Feira de Artesanato Indígena De terça a sexta-feira Campo Grande
Toré terça-feira, 17h30 Campo Grande
EXPOSIÇÃO OS TUPINAMBÁS DE KIRIMURÉ De terça ao dia 18 Foyer do Teatro Castro Alves
Documentário E14 terça, 20h Teatro Castro Alves
Ceia indígena terça, 21h Teatro Castro Alves

Estudantes são perseguidos em Barreiras

Em 2007, iniciou-se em Barreiras as mobilizações com o objetivo de garantir o direito à meia-passagem para os estudantes. Às vésperas da votação de um projeto de lei elaborado pela sociedade de Barreiras e apresentado à Câmara pela vereadora Kelly Magalhães, os empresários do transporte de Barreiras, através da ATCB, pressionaram os vereadores e conseguiram mudar o projeto, tirando dele as conquistas estudantis. Depois de intensas mobilizações no município, a Câmara Municipal optou por tentar criminalizar o movimento estudantil. Veja maiores detalhes no texto constante no Abaixo Assinado.


ABAIXO ASSINADO
Contra a criminalização da luta estudantil!

Nós, abaixo assinados, manifestamos nosso apoio e solidariedade aos estudantes que estão sendo processados, Cláudio Roberto de Jesus, Diolírio Araújo Medeiros Filho, Paula Vielmo e Raquiles Rodrigues de Almeida (Processo arquivado), por participarem da manifestação realizada pelo Movimento Estudantil Unificado de Barreiras – MEU, no dia 08 de agosto de 2008 nas ruas da cidade de Barreiras em direção à Câmara Municipal de Vereadores.
Em 23 de fevereiro de 2007, foi protocolado na Câmara Municipal de Vereadores de Barreiras, o Projeto de Lei 001/2007.. Tal projeto, elaborado pelos estudantes e apresentado pela vereadora Kelly Magalhães visava atender as necessidades reais e atuais da comunidade estudantil no que trata da meia passagem, democratizando o direito de uso da mesma.
Depois de 3 (três) meses de exaustivas discussões, o presidente do legislativo, Vereador Luiz Holanda, anunciou na sessão de (19/06/2007) que o projeto seria votado no dia seguinte (20/06/2007) atendendo em mais de 90% as reivindicações estudantis. No entanto, foi com surpresa e indignação, que a comunidade estudantil soube momentos antes da votação, que alguns vereadores estavam reunidos, na sala da presidência, com o ex-vereador e advogado de uma das empresas de ônibus Dr. Jaires Porto e o gerente da Associação das empresas de Transporte Coletivo de Barreiras – A.T.C.B, modificando o Projeto de Lei. Os estudantes foram impedidos de entrar na reunião, cujo tema era de seu interesse. Depois de muita pressão por parte dos estudantes os vereadores forneceram o parecer, onde pôde-se constatar que o projeto que eles desejavam aprovar não atendia nem 10% das reivindicações dos estudantes e se constituía no projeto enviado pela A.T.C.B.
Como se passara 5 (cinco) meses de tramitação do PL 001/2007 na Câmara Municipal de Vereadores sem que os vereadores demonstrassem interesse em atender as reivindicações dos estudantes, os mesmos saíram pelas ruas da cidade no dia 08 de agosto de 2007 em direção à Câmara Municipal de Vereadores, para pacificamente solicitar/reivindicar a aprovação do PL 001/2007.
A Câmara Municipal de Vereadores, aleatoriamente, apresentou uma representação criminal contra 5 (cinco) estudantes, Cláudio Roberto de Jesus, Diolirio Araújo Medeiros Filho, Paula Vielmo e Raquiles Rodrigues de Almeida (Processo arquivado), estudantes e egressas da UNEB/Campus IX, Barreiras-Bahia, com acusações infundadas, inconsistentes, levianas e injustas. Consideramos este processo arbitrário, antidemocrático e a manifestação dos estudantes justa e legitima.
Além disso, repudiamos a tentativa desesperada e frustrada de criminalização do Movimento Estudantil feita pela Câmara Municipal de Vereadores de Barreiras através deste processo. Ao tratar as manifestações estudantis como caso de policia, os vereadores descaracterizam e tentam desesperada e frustradamente criminalizar a luta estudantil, ferindo o princípio democrático segundo o qual os estudantes têm o direito de se organizar e manifestar livremente suas opiniões.
Exigimos o arquivamento do processo, promovido contra os estudantes: Cláudio Roberto de Jesus, Diolirio Araújo Medeiros Filho, Paula Vielmo e Raquiles Rodrigues de Almeida (Processo arquivado)