sexta-feira, 4 de julho de 2008

2 de Julho: PSOL, com Hilton e Heloísa, foi calorosamente recebido!

O desfile da militância do PSOL e da Frente de Esquerda Socialista, com boa presença do PCB, foi o grande destaque do Dois de Julho. Desde a Lapinha até o Terreiro de Jesus, foram mais de quatro horas de caminhada nos braços do povo que, durante todo o trajeto aplaudiu, acenou, abraçou e entregou flores para as lideranças e militância da esquerda baiana.
Ademais, o PSOL foi o único partido que trouxe para a data mais importante da Bahia a presença de sua maior liderança pública, a presidenta do partido, Heloísa Helena.
Heloísa veio trazer seu apoio à candidatura de Hilton Coelho a Prefeito de Salvador, mas não veio somente por causa das eleições, pois já esteve no Dois de Julho em vários anos, inclusive no ano passado, que não era um ano eleitoral. Veio principalmente porque esta é uma data de resistência e luta, símbolo da coragem e capacidade do povo baiano, nordestino e brasileiro.
Infelizmente, a imprensa comercial baiana, na sua grande maioria, como em 2007, preferiu silenciar a presença do PSOL, de Hilton e de Heloísa no desfile. E, apesar da recepção fria ou morna dos outros candidatos, priorizou ou exclusivisou os quatro candidatos do bloco de poder.
Destaque-se o jornal da TV Educativa, que deveria ser pública, mas privatizou a cobertura e só registrou a presença do governador Wagner (com duas falas no mesmo noticiário) e de um dos seus três candidatos a prefeito, João Henrique.
Mas a presença e a garra da militância do PSOL mostrou que o partido vai disputar pra valer as eleições, demarcando posições efetivamente populares em relação aos outros quatro candidatos cujos partidos tem se revezado na prefeitura desde a primeira eleição direta para prefeito em 1985.

Convenções do PSOL lançam Hilton Coelho em Salvador e candidatos em mais 40 cidades da Bahia

No último final de semana, o PSOL completou seu ciclo de convenções municipais na Bahia. Em Salvador foi lançada a candidatura de Hilton Coelho para prefeito, em coligação com o PSTU e o PCB. A chapa conta ainda com mais de 20 candidatos a vereador, que, no mesmo dia da convenção, participaram ativamente de um Seminário sobre a concepção e a prática dos parlamentares do partido.
Na convenção, foram destacados alguns pontos das diretrizes programáticas aprovadas para as resoluções políticas do partido para as eleições municipais, como:
“O PSOL ancora seu programa de governo na luta do povo pobre e oprimido e no acúmulo teórico/prático das experiências socialistas nacionais e internacionais. Nosso programa não é fechado nem pretende ser “a verdade absoluta”. Mas ele é diferente, conforme afirmamos nas resoluções de nosso 1º Congresso Nacional: “O programa do PSOL é aquele que nega a domesticação e a acomodação à ordem burguesa e ao mesmo tempo desenvolve enquanto estratégia de acumulação de forças, elementos organizativos, ideológicos, sociais, políticos e econômicos voltados para a edificação da revolução socialista”. A diferença que apontamos é substantiva: sua opção política. Uma opção política em favor das classes populares. Um programa que tem lado e está a serviço da classe trabalhadora. Um programa com esta natureza materializa-se com os três eixos que seguem:
Gestão Democrática – tem como pressuposto a necessidade de democratizar radicalmente a gestão pública municipal e para isso o PSOL implantará o Planejamento Integrado e Participativo, cujo objetivo é viabilizar a participação popular no processo de planejamento assegurando a apropriação coletiva da cidade por meio de metodologias que incorporem o povo como principal protagonista nas definições. Estas metodologias, sem desconsiderar o conhecimento técnico e científico, eliminarão a distância entre as decisões de governo e as aspirações populares. O povo mobilizado e organizado passará de mero objeto e espectador, para sujeito na decisão e execução das questões gerais e específicas da cidade por meio de espaços democráticos variados e combinados, como: conselhos populares, reuniões, plenárias, conferências, congressos, plebiscitos e referendos entre outros que estarão em consonância com as metodologias de planejamento. Enfim, para o PSOL planejamento e participação popular não se opõem e sim se complementam.
Sustentabilidade urbana e ambiental – Defendemos um padrão de sustentabilidade que subordine a expansão urbana às determinantes ambientais. As cidades tornaram-se indispensáveis para materializar a dinâmica de acumulação capitalista. Hoje são concebidas e organizadas para viabilizar o capital, no entanto, no mesmo espaço há outras concepções e necessidades. A vida do povo está em conflito direto com esta organização sócio-espacial capitalista que se tornou a cidade e que aliena o homem e destrói a natureza. Para o PSOL um novo processo de urbanização deve ser radicalmente defendido e tem como premissa a preservação e a defesa do meio ambiente.
Garantia de Direitos Sociais – O acesso ao Serviço Público é um direito para ser exercido por todos e para que tenha efetividade é indispensável o desenvolvimento de Programas para grupos diversos. Programas com este caráter não devem ser reforço à discriminação, mas reconhecimento da diversidade de condições e situações sociais diferenciadas. O PSOL entende que é necessário tratar de maneira diferente aqueles que vivem em situações diferentes de vida. Só assim o Estado produzirá políticas contratendentes às desigualdades inerentes à formação social capitalista. As questões sociais devem ser tratadas de maneira transversal e com políticas nas áreas de educação, assistência social, saúde, transporte e mobilidade urbana, habitação, abastecimento e segurança alimentar, cultura, lazer e esporte, direitos humanos, gênero, raça, etnia e necessidades especiais”.

O Planejamento em Salvador, por Jorge Almeida

O Grupo A Tarde tomou a importante iniciativa de realizar reuniões entre seus jornalistas da Editoria de Política e pessoas consideradas estudiosas e/ou experientes em temas relacionados à política. O objetivo é instrumentalizar melhor seus profissionais para a cobertura das eleições de 2008. A convite, participei de uma destas proveitosas discussões juntamente com o professor Albino Rubim, o publicitário Eduardo Safira e cerca de trinta profissionais de A Tarde. O tema era o marketing político, mas a conversa, de cerca de duas horas e meia, acabou versando sobre outras questões, como a cobertura jornalística das eleições. Fomos, então, chamados a fazer uma avaliação crítica de como a imprensa estava tratando a questão.
Coloquei minha opinião de leitor que sente falta de uma abordagem crítica dos problemas da cidade: que mostre soluções de longo prazo seja para a já tradicional “capital do desemprego”, da desordenada ocupação urbana e tantos outros problemas resultantes da profunda desigualdade social, seja para o mais recente aumento da violência e dos engarrafamentos do trânsito.
E, enquanto isto, sobram no noticiário as intrigas e manobras de bastidores entre candidatos e outros factóides da “pequena política”. Independentemente de uma visão crítica das coberturas da mídia comercial em geral, é preciso reconhecer, entretanto, que, neste caso, se a imprensa baiana tem ocupado boa parte do seu espaço nestes assuntos, é porque os principais candidatos e partidos só têm produzido isto mesmo. A ausência de propostas programáticas consistentes por parte destes grupos políticos é quase completa.
Um tema que os candidatos deveriam estar colocando prioritariamente em debate deveria ser o do planejamento, visando a superação de uma eterna “operação tapa-buracos”, em todas as áreas da administração.
Se bem que, independentemente das promessas para o futuro, a desconfiança pode continuar, porque todos os maiores partidos e coligações já governaram a cidade. Imbassahy e ACM Neto governaram, juntos, por oito anos seguidos. PMDB, PT, PSB e PCdoB, também já somam 8 anos, encabeçados por Lídice da Mata e João Henrique. Sem falar o tempo que parte destas forças esteve nas administrações do PMDB de 85 a 92. E o caos urbano continua aí, herdado e perpetuado pelos herdeiros.
Pode-se argumentar que o PT nunca esteve encabeçando a prefeitura, e é verdade. Mas a experiência em curso no governo estadual não autoriza muitas esperanças. Na hora de negociar o apoio do PP e PR ao governador e um de seus candidatos, o único cargo que esteve completamente disponível foi exatamente a Secretaria de Planejamento, oferecida ao PP, partido herdeiro do PDS. E tamanha é a importância real da mesma que este partido simplesmente preferiu ficar fora do primeiro escalão do governo do que pegar esta “sobra”.

Jorge Almeida é professor do Departamento de Ciência Política da UFBA e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas.

Artigo publicado no jornal A Tarde em 30 de junho de 2008

O onipresente já tem candidato: é João Pinheiro Imbassahy!

Segundo a lei da física proposta por Isaac Newton "dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo". Porém, segundo os cristãos, Deus é onipresente e tem o poder de ocupar todos os espaços ao mesmo tempo. Mas nas eleições municipais de Salvador, temos a prova de que tanto Newton, quanto os cristãos, não estão tão certos assim. O nosso cabeça-barba branca, governador Jaques Wagner, está mostrando que é um onipresente e pode ocupar, pelo menos, três espaços diferentes ao mesmo tempo.
Mostrando muito preparo físico para subir em vários palanques, grande molejo e desenvoltura nos discursos, o cabeça-barba branca e onipresente conseguiu o feito de participar de três convenções, fazer três discursos diferentes e não pedir votos para ninguém, nem mesmo para o candidato do seu partido. A única coisa que poderá ajudar o governador na campanha será mesmo a sua onipresença. Se na capital o governador já tem três candidatos a prefeito, imaginem nos 417 municípios da Bahia!
Agora o que pode justificar o apoio de um governador a três candidatos a prefeito? Será que é o fato de serem partidos da sua base de sustentação (e que base viu)? Ora, pois se é por isso, nosso cabeça-barba branca e onipresente governador pode ficar à vontade para subir em mais um palanque: o de ACM Neto. Fora o DEM, todos os outros partidos que apóiam a candidatura do velho-novo carlismo também são da sua base de sustentação.
Sinceramente essa campanha vai exigir muita atenção do nosso cabeça-barba branca e onipresente governador para não cometer gafes nos discursos como fez o vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman, na convenção do DEM paulista lançando a candidatura do atual prefeito Gilberto Kassab à reeleição. Na oportunidade o vice-governador (que é do PSDB, partido que vai lançar Geraldo Alckmin como candidato a prefeito de São Paulo) dizia que estava lá levando todo seu apoio e do governador José Serra (também do PSDB de Alckmin) "ao companheiro Geraldo (sic) Kassab".
Se apenas apoiar dois candidatos o colega do nosso cabeça-barba branca e onipresente governador Jaques Wagner já fez confusão, imagina apoiar três hein?! Nosso governador deverá ter atenção triplicada para não produzir pérolas como aquela. Já pensou a confusão no dia em que o cabeça-barba branca e onipresente Jaques Wagner tiver que, no mesmo dia, fazer campanha para João Pinheiro, Walter Imbassahy e Antônio Henrique? OPS!!! É tanto candidato que confunde qualquer um! E vale lembrar, mais uma vez que nada, ou quase nada, impede o cabeça-barba branca e onipresente governador Jaques Wagner estar em mais um palanque nestas eleições, o de ACM Neto.
Vamos desejar sorte, preparo físico e atenção ao cabeça-barba branca e onipresente governador para agüentar essa verdadeira tripla-jornada eleitoral que encerrará apenas em 5 de outubro, quando finalmente ele poderá votar em... em... em quem mesmo hein?! É cabeça-barba branca e onipresente governador, você tem sorte pois, além do voto ser secreto, seu voto é em Camaçari.

Juazeiro
Militante da Juventude do PSOL
Membro da Executiva Municipal do PSOL Salvador

Site do Círculo Palmarino completa um ano, com visitas crescendo

Completou um ano do sítio do Círculo Palmarino. Em um ano, houve um enorme crescimento de visitas, produto de atualizações periódicas, crescimento desta corrente no movimento negro e de sua divulgação.
Podemos e devemos divulgar mais e mais o Círculo Palmarino e, o que é mais importante, escrever e contribuir com textos para colocarmos no sítio. Se todos escreverem, com certeza, teremos um sítio mais informativo, formativo, de esquerda, socialista e de luta, com compromisso com o povo negro e as suas reivindicações.
Veja mais: http://www.circulopalmarino.org.br/

Brasil tem 23 mil novos milionários

Enquanto se fala de uma suposta diminuição da desigualdade, o número de milionários continua aumentando no governo Lula da Silva e agora atinge 143 mil pessoas. Enquanto a inflação aumenta e, para o povo pobre, atinge dois dígitos, o Governo Lula oferece míseros 8% de reajuste para o Bolsa Família. A imprensa acaba de divulgar dados do 12º Relatório Anual sobre a Riqueza Mundial, realizado pela Merrill Lynch e CapGemini, que demonstram que em 2007, o número de pessoas no Brasil com fortuna acima de US$ 1 milhão, cresceu 19,1%. Foi o terceiro país do mundo onde mais cresceu a riqueza de uma minoria privilegiada de milionários.
Em 2006 o número de pessoas que possuem grandes fortunas no País era de 120 mil. Em 2007 pulou para 143 mil.
“Em todo o mundo, o número de pessoas que possuem pelo menos US$ 1 milhão em ativos financeiros subiu 9,4% no ano passado, atingindo o montante total de US$ 40,7 trilhões. O número de milionários no planeta já chega a 10,1 milhões de pessoas, um incremento de 6% sobre o total apurado pela pesquisa realizada em 2006.
O estudo apontou também que a média de recursos em poder de cada uma dessas pessoas superou os US$ 4 milhões pela primeira vez, e indicou que subiu 8,8% o número de pessoas que possuem fortunas superiores a US$ 30 milhões em aplicações financeiras.
O estudo projeta que o montante de riquezas apuradas pelas pessoas com grandes patrimônios financeiros deve crescer a uma taxa média anual de 7,7% até 2012, quando deve atingir um volume global de US$ 59,1 trilhões”.

Fonte: Boletim Sindical da APS

Preço da cesta básica volta a subir e salário mínimo necessário deveria ser 4,99 vezes superior

De acordo com pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o preço da cesta básica voltou a subir em 14 de 16 capitais pesquisadas em junho.
“No primeiro semestre, todas as cidades registraram inflação de mais de 10% no preço da cesta. A variação também supera os 30% na maioria das capitais pesquisadas no acumulado dos 12 meses encerrados em junho”.
Na maioria das capitais, os aumentos mais importantes, foram os seguintes:
Do arroz, feijão, carne, pão e leite (produtos essenciais na mesa do trabalhador);
Apenas duas cidades apontaram recuo de preço da cesta básica em junho: Vitória (-1,13%) e Fortaleza (-0,35%). Nas demais capitais, os aumentos giraram entre 1,70%, em Belém, e 10,64% em Goiânia.
A cesta mais cara é a de Porto Alegre (R$ 246,72), onde a inflação foi de 4,29% em junho. A cesta paulistana (R$ 245,24) segue de perto essa liderança e subiu 4,84% no período.
O maior aumento foi em Recife, onde a cesta ficou 29,24% mais cara nos primeiros seis meses deste ano e custa agora R$ 200,85.
No acumulado de 12 meses é a cidade de Natal que lidera a inflação da cesta, com aumento de 51,85% no período.
A única capital que apresentou alta acumulada inferior a 30% nesse período foi Porto Alegre, que registrou aumento de 27,24%, mas já possui uma das cestas mais caras do país há bastante tempo.
Aumentou, também, o tempo de trabalho necessário para a compra dos produtos alimentícios essenciais: em junho, na média das 16 capitais, o trabalhador que ganhava salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 115 horas e 25 minutos para adquirir os produtos que compõem a cesta básica. Em maio, o tempo médio necessário era de 111 horas e 08 minutos.
Também aumentou significativamente o valor do salário médio considerado ideal para suprir as despesas do trabalhador com alimentação, moradia, saúde e educação, além de vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O ganho médio necessário, que em maio era de 1.918,12, ou 4,62 vezes o mínimo oficial de R$ 415, passou a ser de R$ 2.072,70, o que equivale a um valor 4,99 vezes superior ao salário mínimo.

Fonte: Valor Online, 01/07/08.