quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ato contra a agressão do Tenente Nascimento (PM-BA) à soldada Midiã

Convocamos todas as entidades representativas, sindicais, movimentos sociais, e à sociedade civil para participar do ato em Repúdio as agressões cometidas pelo TENENTE DA PM NASCIMENTO do 49º CIPM sobre a SOLDADA MIDIÃ DE SOUZA C. MIRANDA.

O fato ocorreu no último dia 06/06, quando a soldada chegou 10 minutos atrasada e, arbitrariamente, o tenente queria obrigá-la a ir a Corregedoria da PM. Negando, Midiã foi brutalmente agredida fisicamente com uma rasteira e em seguida uma "gravata", demonstrando a total incompreensão, machismo e corporativismo observados por grande parte dos oficiais da PM.

A velha prática da velha política da Polícia Militar não isenta nem as mulheres da corporação que são violentadas quase que cotidianamente nos quartéis das polícias militares pelo Brasil. A agressão sofrida pela Soldada da Policia Militar Midiã de Souza, é uma prova concreta da falta de respeito à mulher e dignidade humana.

A polícia militar prefere agir de forma corporatista e não admite reconhecer e punir a violação e o abuso de autoridade do Tenente Nascimento, xará daquele do filme "Tropa de Elite".

Diante de mais esta agressão do governo Wagner-Geddel silencia mais uma vez. Mas é preciso denunciar e lutar.

VAMOS TODOS A PRAÇA DA PIEDADE MANIFESTAR CONTRA A MAIS ESTA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!

Data: Sábado - 14-06-2008
Local: Praça da Piedade
Horário: 9 hs



segunda-feira, 9 de junho de 2008

Hilton Coelho é o candidato a prefeito do PSOL em Salvador

Mais uma vez, o PSOL de Salvador mostrou combatividade, unidade e democracia, ao decidir, neste domingo, dia 8 de junho, quem é o candidato do partido à prefeitura da capital da Bahia.

Hilton Coelho, historiador e militante de movimentos populares, foi o escolhido por 63% dos delegados presentes. O outro pré-candidato, o sindicalista Luis Carlos França, obteve 37%.

Hilton, que já tinha sido o candidato do partido e da Frente de Esquerda Socialista (PSOL-PSTU-PCB) a governador em 2006, declarou ao final do encontro que um dos objetivos imediatos é continuar a discussão com estes partidos visando repetir a frente formada nas últimas eleições. França, ao encerrar, reafirmou a unidade do partido em torno da candidatura de Hilton e da Frente de Esquerda Socialista.

A palavra de ordem que ganhou força no encontro, cantada pela militância presente, foi “Explode coração, na maior felicidade, a luta tá crescendo, é o Partido Socialismo e Liberdade!”

Estiveram, entre os delegados, militantes dos mais diversos movimentos sociais como sindicalistas, movimento negro e de mulheres, gays e lésbicas, ecologistas, movimento de sem teto e outros de moradia, pessoas portadoras de deficiência, juventude, servidores públicos, educação, contra a transposição do São Francisco, indígena e direitos humanos. O encontro foi o resultado de mais de 40 reuniões em núcleos, que escolheram 156 delegados, o que mostra que o PSOL vem efetivamente crescendo em Salvador e na Bahia.

Wagner, Walter Pinheiro e Lídice passam a Wassoura no PCdoB

O processo eleitoral de Salvador vem mostrando um show de manobras, cooptações, fofocas, golpes e contra-golpes. Assim, aliados de ontem viram inimigos e ex-inimigos mortais dormem ao lado hoje para amanhã não se reconhecerem mais. É um grande Wale-tudo! As razões políticas e programáticas para tudo isto, ninguém explica, porque, no fundo, as diferenças não existem.

A última foi a decisão do PT e do PSB de Warrer o PCdoB da chapa majoritária, e transformar Lídice em Wice-prefeita de Walter Pinheiro. Com esta Wiolência, Olívia dormiu Wice-prefeita e acordou vereadora. Isto está mostrando que o que Wale mesmo, como na época do carlismo, é a Wontade do chefe político. Enfim foi ele que acabou decidindo, com seu dedaço e o uso da máquina do estado, quem é o candidato a prefeito e quem é a Wice.

Resoluções PSOL apontam para campanha de luta que articule as questões municipais com as nacionais e estaduais

A tática do PSOL em Salvador é disputar as eleições, apresentando propostas para a cidade, fortalecendo os movimentos sociais, a esquerda e a luta pelo socialismo.

De acordo com as resoluções do encontro, as candidaturas de Hilton Coelho e dos vereadores do PSOL e da Frente de Esquerda Socialista pretende ocupar um espaço à esquerda que ficou aberto com a adesão do PT e seus alados ao projeto neoliberal. O PSOL tem a “autoridade para desenvolver uma crítica global à política dos novos e antigos neoliberais, outrora administradores ou aliados destes na prefeitura de Salvador”.

Assim, “o PSOL deve estabelecer o contraponto com a administração de João Henrique, elaborando um projeto de afirmação de políticas públicas para a cidade, tendo como eixo a inversão de prioridades, a priorização das demandas relacionadas com a melhoria da qualidade de vida, e a necessidade de democratização do poder municipal para viabilizar a participação popular na definição dos destinos da cidade”.

“A tática do partido passa pela reafirmação de Frente de Esquerda Socialista, pela defesa de um programa dentro dos parâmetros aprovados no II Conferência Nacional Eleitoral, mas que coloque na centralidade a personalidade própria de nossa cidade.”

“Tal programa deve ter não apenas um eixo político, mas também elementos que marquem a nossa firme opção pelo socialismo e em especial a relação da construção de tal sociedade como prosseguimento dos “500 Anos de Resistência Indígena, Negra, Feminina e Popular”.

O PSOL considera ainda que “cabe destacar a questão da afro-descendência como inspiradora de posições programáticas, formulações gerais e simbologias que evidenciem a Frente de Esquerda Socialista como expressão dos exemplos de luta, irreverência, criatividade e coragem cotidianas do nosso povo, que representam a versão presente de uma longa trajetória histórica onde tais elementos verdadeiramente se enraízam”.

Hilton Coelho critica gestão desastrosa de João Henrique e seus aliados do PT, PSB, PCdoB e PMDB.

Para o candidato a prefeito do PSOL, “a candidatura do partido surge como uma alternativa com real autoridade para realizar uma crítica profunda à desastrosa gestão de João Henrique, já que quase todos os outros candidatos e candidatas (do PT, PSB, PC do B, PV e outros) tiveram participação até quase o final desta administração e, portanto, uma responsabilidade direta com a situação de abandono na qual se encontra a nossa cidade”.

Por outro lado, ele atacou também “os filhotes e netinhos do carlismo que têm muita dificuldade de se afirmar no atual contexto de bancarrota deste campo que por décadas oprimiu o nosso povo.”

Como única proposta realmente nova no cenário político de Salvador, afirmou que “nesta perspectiva, apresentaremos um programa de contraponto à atual gestão, a ser reconstruído pelas lideranças do movimento sindical, popular, estudantil, dos sem teto, de mulheres, de negros e negras, GLBTT, portadores de deficiência, assim como pela intelectualidade progressista. Esta proposta inicial tem para nós quatro eixos fundamentais: 1) Desenvolvimento sustentável; 2) Prioridade para as políticas sociais em campos como a saúde, educação, transporte e moradia; 3) Gestão radicalmente democrática e 4) Inspiração nos 500 anos de resistência negra, indígena, feminina e popular, entendendo o grande peso da questão étnico e racial quando levamos em conta o perfil marcadamente afro-descendente da população de Salvador.”

Mas a proposta não deve ser somente do PSOL, pois “tais eixos serão pautados nos encontros com os companheiros do PSTU e do PCB e dos militantes dos diversos movimentos sociais tendo o sentido de retomar a verdadeira frente de esquerda, a Frente de Esquerda Socialista, para tratar com a firmeza necessária as questões que interessam em especial população negra e oprimida de Salvador, apontando a relação que estas têm com a política de exclusão dos governos Wagner e Lula e afirmando que apenas a participação direta do nosso povo na luta política nos garantirá conquistas".

A velha política se expressa no oportunismo do PT, PSB, PCdoB e PV

As resoluções do Encontro do PSOL, criticam o inquestionável oportunismo do PT, PSB, PCdoB e PV afirmando que “grande parte das distorções do PDDU que o prefeito João Henrique Carneiro conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores, foi possível por que os partidos ditos de esquerda se omitiram durante mais de 3 anos do governo que apoiaram e participaram integralmente. Pergunta: por que os questionamentos sobre as distorções do PDDU surgiram somente no momento de sair do governo? Será que não foi apenas para justificar a sua responsabilidade de terem estado mais de 3 anos num governo municipal fracassado?”

Mas o peso da gestão não comprometeu apenas a imagem do prefeito pois “seus traços de fisiologismo, centralização e desorientação - no que se refere a um projeto global -, outrora não evitaram sua capacidade de seduzir e agregar velhos e novos conservadores. Cada um com a fatia do bolo que lhe cabia, partiram PDT, PT, PC do B, PSB, PV, PSDB, PPS, PMDB ...para realizar uma propalada “prefeitura de participação popular”. Hoje proliferaram-se as candidaturas de ex-aliados(as). Tais partidos seguem endurecendo cada vez mais o discurso contra a administração, porém, com cuidado para ao final não serem relembradas como defensores que dela foram até instantes passados; além disso, o 2º turno certamente virá, abrindo espaço para uma possível movimentação da “volta dos que não foram”!

“Assim, desde o início da administração de Salvador as promessas de campanha do prefeito e seus parceiros do PT, PCdoB, PSB,PSDB, PMDB, PDT, PV, juntos todos mostraram que não tinham nenhum projeto de governo para melhorar a qualidade de vida da cidade em geral e muito menos das áreas periféricas excluídas totalmente dos projetos urbanos e sociais”.

Por fim, as resoluções afirmam que “a suposta diferença entre este amontoado de candidaturas e João Henrique se torna mais questionável quando são considerados os laços maiores que os unem: os governos Lula e Wagner e suas políticas neoliberais. Trata-se, portanto, apenas de um “bate-cabeças” local de aliados estaduais e nacionais”.

O novo, que está nascendo, é o PSOL e a candidatura de Hilton Coelho a prefeito de Salvador.