O Encontro aprovou resoluções políticas mais gerais, uma plataforma de lutas e uma política de organização municipal, que visam fazer avançar a presença política do partido na cidade, assim como sua participação ativa nos movimentos sociais.
Foi eleito também o Diretório Municipal (DM) e sua executiva. Foi definido ainda o processo que vai escolher o candidato a prefeito, vereadores, o programa e a estratégia para a campanha eleitoral. Para prefeito, foram inscritos dois pré-candidatos.
Dos delegados credenciados, 39% se identificavam com a corrente nacional APS (Ação Popular Socialista), 37% com o coletivo regional Resistência Socialista, 22% com o MES (Movimento de Esquerda Socialista) e 2% com o coletivo Horizonte Vermelho (HV).
Para as resoluções, foram votadas duas teses: uma que unificou as propostas da APS, RS e HV obteve 77% dos votos, enquanto a defendida pelo MES teve 23%.
A direção foi eleita em chapa única e a Executiva Municipal ficou composta por 3 membros da APS, 3 da RS e 1 do MES. O DM por 6 da APS, 6 da RS e 3 do MES. O presidente do DM é Carlos França, do MES. Isto ocorreu porque, mesmo com esta correlação de forças, os delegados presentes respeitaram um acordo prévio feito quando houve a eleição da direção estadual do partido. Naquela ocasião, foi definida uma direção estadual também formada por uma maioria entre RS e APS, tendo como presidente Marcos Mendes, o Marcão, da RS.
O encontro aprovou, também consensualmente, o processo que vai levar às decisões referentes às eleições municipais, num novo encontro que será realizado em 8 de junho.
Dois pré-candidatos foram inscritos: o sindicalista Carlos França (MES) e o militante de movimentos sociais e historiador Hilton Coelho (APS), que foi o candidato a governador da Frente de Esquerda (PSOL-PSTU-PCB) em 2006, numa combativa campanha, que teve importantes saldos políticos. Segundo os comentários no encontro, se a decisão fosse tomada naquele momento, provavelmente Hilton Coelho contaria com cerca de 2/3 dos votos.
Para encontro do dia 8 de junho, os delegados já eleitos terão direito de voto. Mas, até o dia 1º de junho, todos os núcleos poderão convocar novas reuniões para ampliar suas delegações.
O clima final do encontro foi de unidade. Todas as decisões foram tomadas por consenso, exceto a votação das teses. Isto se refletiu na chapa única e nas palavras de ordem de "Sou do PSOL, não abro mão, do socialismo e da revolução".
Para Hilton Coelho, “o encontro deixou evidente a vocação do PSOL para cumprir em Salvador o papel de espaço de debate crítico e articulação para uma ação política que relacione os problemas locais com as grandes questões do país, num momento em que a carência de tais espaços é enorme”.
