terça-feira, 20 de maio de 2008

Em clima combativo, militantes do PSOL elegem Diretório de Salvador

Foi um dia de animação, combatividade e unidade no PSOL de Salvador. No último sábado, dia 17 de maio, foi realizado o seu primeiro encontro municipal.

O Encontro aprovou resoluções políticas mais gerais, uma plataforma de lutas e uma política de organização municipal, que visam fazer avançar a presença política do partido na cidade, assim como sua participação ativa nos movimentos sociais.

Foi eleito também o Diretório Municipal (DM) e sua executiva. Foi definido ainda o processo que vai escolher o candidato a prefeito, vereadores, o programa e a estratégia para a campanha eleitoral. Para prefeito, foram inscritos dois pré-candidatos.

Dos delegados credenciados, 39% se identificavam com a corrente nacional APS (Ação Popular Socialista), 37% com o coletivo regional Resistência Socialista, 22% com o MES (Movimento de Esquerda Socialista) e 2% com o coletivo Horizonte Vermelho (HV).

Para as resoluções, foram votadas duas teses: uma que unificou as propostas da APS, RS e HV obteve 77% dos votos, enquanto a defendida pelo MES teve 23%.

A direção foi eleita em chapa única e a Executiva Municipal ficou composta por 3 membros da APS, 3 da RS e 1 do MES. O DM por 6 da APS, 6 da RS e 3 do MES. O presidente do DM é Carlos França, do MES. Isto ocorreu porque, mesmo com esta correlação de forças, os delegados presentes respeitaram um acordo prévio feito quando houve a eleição da direção estadual do partido. Naquela ocasião, foi definida uma direção estadual também formada por uma maioria entre RS e APS, tendo como presidente Marcos Mendes, o Marcão, da RS.

O encontro aprovou, também consensualmente, o processo que vai levar às decisões referentes às eleições municipais, num novo encontro que será realizado em 8 de junho.

Dois pré-candidatos foram inscritos: o sindicalista Carlos França (MES) e o militante de movimentos sociais e historiador Hilton Coelho (APS), que foi o candidato a governador da Frente de Esquerda (PSOL-PSTU-PCB) em 2006, numa combativa campanha, que teve importantes saldos políticos. Segundo os comentários no encontro, se a decisão fosse tomada naquele momento, provavelmente Hilton Coelho contaria com cerca de 2/3 dos votos.

Para encontro do dia 8 de junho, os delegados já eleitos terão direito de voto. Mas, até o dia 1º de junho, todos os núcleos poderão convocar novas reuniões para ampliar suas delegações.

O clima final do encontro foi de unidade. Todas as decisões foram tomadas por consenso, exceto a votação das teses. Isto se refletiu na chapa única e nas palavras de ordem de "Sou do PSOL, não abro mão, do socialismo e da revolução".

Para Hilton Coelho, “o encontro deixou evidente a vocação do PSOL para cumprir em Salvador o papel de espaço de debate crítico e articulação para uma ação política que relacione os problemas locais com as grandes questões do país, num momento em que a carência de tais espaços é enorme”.

Hilton Coelho destaca papel do PSOL em Salvador

O candidato a governador do PSOL em 2006 e pré-candidato a prefeito de Salvador, ficou muito animado com os resultados do Encontro Municipal do partido. No final do encontro, ele ressaltou o clima de unidade e combatividade e declarou que “o povo de Salvador em geral e mesmo aquelas pessoas que atuam em movimentos sociais, estão hoje submetidas a uma avalanche de manipulações difundidas pela grande mídia e legitimadas por antigos e novos conservadores. Entre eles, o governo Lula, o PT e seus aliados são a expressão mais melancólica”. Por isso, ele considera que o PSOL, “com toda consistência inspirada na longa experiência de luta do nosso povo, representa uma grande novidade no cenário político do Brasil e da Bahia, onde o governo Wagner reproduz as velhas políticas que privilegiam os grandes grupos capitalistas”.

Hilton Coelho, que é servidor público federal e mestre em história (estudioso das resistências populares em Salvador e na Bahia), chamou a atenção ao fato de que “o encontro foi também um ambiente ideológico muito rico de contestação à visão de mundo capitalista e afirmação de um olhar socialista, que busca aprender com as experiências de luta dos oprimidos e das oprimidas de todo mundo, mas que também entende o potencial transformador do povo soteropolitano baiano e brasileiro. A hora é de prosseguir os seus 500 anos de resistência negra, indígena, feminina e popular”.

Para ele, foi muito importante que “mergulhados neste conjunto de referências discutimos e formulamos sobre a situação de Salvador, destacando uma crítica profunda aos rumos da prefeitura do município, seus aliados e adversários de última hora”.

Para Hilton, Salvador não pode continuar à mercê do mesmo tipo de política que, no governo federal, estadual e em Salvador, “reveza alianças entre carlistas, ex-carlistas, pós-carlistas, pré-carlistas e aliados de carlistas e ex-carlistas. Fica parecendo um eterno filme ‘A volta dos que não foram’, onde uns atacam os outros e a velhas panelinhas continuam. Eles brigam na prefeitura e se aliam no governo estadual. Brigam no federal e se aliam nas prefeituras. É tudo uma grande farsa”.

Ele considera que “da mesma forma que a companheira Heloísa Helena ocupou um importantíssimo espaço em 2006, com uma campanha combativa e coerente, existe um espaço muito grande para uma alternativa realmente de esquerda na disputa eleitoral de 2008 em Salvador, a ser ocupado pela aliança socialista PSOL, PSTU e do PCB e o nosso partido vai levar à frente todos os esforços para que esta se viabilize”.

PSOL de Feira de Santana também elege seu Diretório

Conforme previsto, ocorreu neste último domingo (18/05) o I Encontro Municipal do PSOL em Feira de Santana tendo como pauta a Conjuntura Local e a Eleição do Diretório Municipal.

Na avaliação da conjuntura local foi constatado que existe um importante espaço para o PSOL crescer nos movimentos sociais e ocupar um espaço nas eleições municipais deste ano. E a militância sai do encontro mais animada e mobilizada com a unificação orgânica do partido.

A Direção Estadual do PSOL esteve presente através de Ronaldo dos Santos e a composição da executiva ficou assim:

Presidente: Jhonatas Monteiro (APS)

Secretário Geral: Thiago Firmino

Tesoureiro: Jairo Cedraz (APS)

Secretário de Comunicação: Edson Falcao (MES)

Secretário de Formação Política: Jair Junior

Foram constituídos também o Conselho de Ética e o Conselho Fiscal