É muita “coincidência”! No Pará, o slogan do governo estadual (Ana Júlia, PT) é “Pará, Terra de Todos”. Aqui, o slogan do governo (Jaques Wagner, PT-PMDB-PSDB- PCdoB-PTB- PSB-PP-PPS- PR-PV-PSC- PDT-ETC) é “Bahia, Terra de Todos Nós”.Lá, a governadora, agora em 2008, acabou de reprimir violentamente a greve dos professores. Aqui, o governador já tinha demonstrado sua rejeição ao professorado do estado desde 2007 quando, além de não atender as reivindicações, também criminalizou o movimento e entrou na justiça e ameaçou de prisão o presidente do sindicato. Vejam, a seguir, a nota no PSOL-Pará.
NOTA DO PSOL – PARÁ
1. O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), no Pará, manifesta seu mais veemente repúdio à repressão policial que se abateu na manhã de hoje, 9, sobre uma manifestação pacífica de centenas de professores e servidores da rede estadual de ensino, em greve há 17 dias por reajuste salarial e por efetivas melhorias na caótica situação da educação pública paraense.
2. Sob ordens diretas da Casa Civil da governadora, a tropa de choque da PM investiu com extrema violência contra os servidores que interditavam naquele momento a rodovia Augusto Montenegro, em frente ao Palácio dos Despachos, em Belém, exigindo que as negociações com as autoridades do governo fossem retomadas. Ao invés de abrir negociação com os manifestantes e respeitar o direito constitucional de greve dos servidores públicos, a governadora Ana Julia (PT) preferiu trilhar o caminho do ataque frontal a uma categoria que nas últimas três décadas forjou a mais importante e representativa entidade sindical dos servidores públicos, o Sintepp.
3. Este fato ficou evidenciado não somente das cenas de truculência da PM espancando educadores em plena via pública, como já se manifestara desde a última quarta-feira quando o governo do Estado ingressou com uma ação na Justiça para tentar colocar a greve na ilegalidade e forçar o retorno ao trabalho, sob pena de pagamento diário de uma absurda multa de R$ 100 mil.
4. O PSOL expressa sua integral solidariedade aos trabalhadores em educação, pois reconhece como legítimas suas reivindicações. E, nesta oportunidade, exige da governadora Ana Julia o imediato abandono da postura repressiva, autoritária e truculenta, que tem servido para expor a abissal distância entre seu discurso e sua prática cotidiana. O único caminho para superar o atual impasse é o retorno do governo à mesa de negociação, no contexto do absoluto respeito ao direito constitucional de greve e à liberdade e autonomia sindical.
Belém, 09 de maio de 2008
Araceli Lemos
Presidente do PSOL - Pará
