sexta-feira, 11 de abril de 2008

Hilton Coelho, candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL em 2006, assume Secretaria de Movimentos Sociais do PSOL-BA

Com a participação de Luiz Araújo e Edilson, membros da Executiva Nacional do PSOL, os diversos segmentos que constituem o partido no estado chegaram a um acordo para a composição da direção estadual. Baseado na correlação de forças do Iº Congresso Estadual do PSOL-BA, realizado no fim de 2007, a chapa vencedora indicará Hilton Coelho (lado direito de Heloísa Helena), candidato do PSOL ao Governo da Bahia em 2006, para a Secretaria de Movimentos Sociais. Também será indicado o nome de Marcos Mendes (ao fundo, no lado esquerdo), militante da Resistência Socialista, trabalhador da Caixa e uma das lideranças da oposição bancária, para a presidência. Agora, o PSOL-BA dará início a um grande processo de estruturação, visando ampliar a sua influência nos movimentos sociais e disputar as eleições municipais na Bahia. Segue abaixo a nova direção estadual do PSOL:

Presidência: Marcos Mendes
Secretária Geral: França
Tesouraria: Daniela Cerqueira - a confirmar
Secretaria de Organização: Guilherme
Secretaria de Movimentos Sociais: Hilton Coelho
Secretaria de Comunicação: Ícaro
Secretaria de Formação Política: Gustavo
Secretaria de Relações Institucionais: Thiago
Secretaria de Direitos Humanos: Reinaldo
2ª Secretaria Geral: Ronaldo
2ª Tesouraria: Josias
2ª Secretaria de Comunicação: Ronaldo Baguinha

O que está por trás da antecipação salarial do Governo Wagner?

Seria cômico se não fosse trágico! No último dia 4, fomos surpreendidos com mais uma do Governo Wagner: a antecipação do salário de abril do funcionalismo público estadual dos dias 29 (1º lote ativo) e 30 (2º lote ativo) para o próximo dia 22/04.

Historicamente, antecipações salariais como esta são adotadas pelo governo estadual como uma espécie de "premiação" para o funcionalismo em momentos festivos, como o período natalino (dezembro) e carnavalesco (em geral fevereiro). Ou em situações adversas como foi o caso da transição do conjunto do funcionalismo público do Bradesco para o Banco do Brasil (outubro - novembro).
Em que pese as decorrências positivas, se é que existem, medidas como essa, em geral, só corroboram para o aprofundamento do endividamento do funcionalismo. Ou seja: salário mais cedo + gastos não previstos + intervalo maior entre a antecipação e o próximo dia de pagamento = balcões 'fale com a moça', abarrotados de funcionários contraindo mais e mais empréstimos.
Assim, o que de fato levou o Governo Wagner a antecipar o pagamento deste mês? E por que o logo o dia 22? Porque não o dia 18, na sexta que antecede o feriadão do dia 21, já que, nas palavras do próprio secretario da administração Manoel Vitório, "A medida foi uma decisão do governador Jaques Wagner, visando possibilitar ao servidor o acesso antecipado ao reajuste e benefícios concedidos no início do mês" (portal do servidor, 4/04/08)?
Para tanto, comecemos analisando a relação, até então, do governo estadual com os movimentos sociais. Assim como o Governo Lula, o Governo Wagner não mede esforços para fazer dos movimentos sociais instrumentos de defesa, na esfera civil, das teses sociais liberais mantidas e aprofundadas pelo lulo-petismo. Essa tendência é acentuada com a adesão de direções sindicais (como da APLB e do SINDPOC) e federações (como a FETRAB), com raríssimas exceções como a ADUNEB, à defesa incondicional das medidas que caçam direitos do funcionalismo público nesse pouco mais de um ano do PT à frente do governo do estado.
Nessa perspectiva, a mesa setorial de negociação, criada no ano passado e que em linhas gerais propunha-se a atender a reivindicação histórica do funcionalismo de garantir negociações gerais e específicas com o conjunto dos servidores públicos, acabou por se constituir num espaço de comprometimento do conjunto das representações sindicais com as medidas adotadas pelo governo. Não obstante o fato de conjunturalmente termos mais de 90% dos sindicatos na Bahia dirigidos pelo PT e PCdoB.
Outro elemento associado ao que já foi dito, figura na tentativa de retração, por parte do governo, do descontentamento do conjunto do funcionalismo com os últimos processos de negociação. Como o aumento que estava previsto para o mês de março não pode ser percebido pelo funcionalismo devido a um atraso na aprovação da proposta pela assembléia legislativa, o governo mesmo "não temendo greves", (resposta do secretário da administração as declarações feitas pelo representante da ADUNEB, Zacarias, no jornal A Tarde do dia 19/03) se mostrou no mínimo atento com uma possível onda de greves seguida pela recente demonstração da polícia civil. Sendo assim, não é difícil entender os verdadeiros motivos do governo com essa antecipação salarial, um "cala boca" bastante indigesto.

É nesse sentido que entra a escolha do dia. Não por acaso, um dia depois do definido pelo governo para a antecipação do pagamento acontecerá uma assembléia da categoria que, até então, mais incomodou o neopeliguismo petista. Ou melhor, dois dias antes da 'brilhante idéia do governador' de antecipar o salário, aconteceu a nossa segunda assembléia deste ano (2/04), que por sinal foi extremamente representativa (a quadra dos bancários estava lotada) e bastante radicalizada. Onde ficou definido, entre outras coisas, o dia 23/04 como data da próxima assembléia. Alguns podem até achar muita pretensão acreditar que apenas a ação de uma única categoria seria suficiente para mobilizar tamanha atenção do governo, no entanto incorreria em um grande erro tirar qualquer conclusão a esse respeito sem considerar que a última greve de 57 dias dos professores da educação básica foi a maior da história, além de ter acontecido no primeiro ano de Governo Wagner, elemento que também a singulariza.
Portanto, "respeito é bom e nós gostamos", o PT e o PCdoB (partido que dirige a APLB) tiveram, na última assembléia, mais uma dose do que esses combativos educadores são capazes de fazer quando percebem que seus direitos estão sob ameaça, atropela a direção e manda um recado bem claro para o governo: se não negociar a escola pública vai parar.
Greve, greve, parou, parou...!
Anderson Silva
Historiador – Educador
APS – PSOL

Reparando a Secretaria de Reparação (SEMUR)

A Semur deveria ser a instância responsável por articular em Salvador, junto às instituições governamentais e não governamentais, políticas públicas de promoção da igualdade racial, em nível local. Por sua transversalidade deveria articular com as outras secretarias municipais a inclusão do recorte racial em todas as políticas públicas implantadas na cidade.
Em lugar de se preocupar com o essencial, a Semur, depois da posse da atual secretária Antônia Garcia*, virou um local onde nada se produz, não há um projeto novo sendo elaborado e o acompanhamento dos antigos largados à deriva.
Os funcionários enfrentam toda sorte de humilhações segundo fui informado por vítimas com medo de se identificar, algumas ações até podem ser classificadas de assédio moral. A ex-secretária de gabinete, por exemplo, antes de ser demitida sem nenhuma razão profissional e política, ficou sem função não sendo responsável nem mesmo pela agenda da secretária.
O abuso de poder é uma constante e os funcionários intimidados nem ao menos podem expressar suas sugestões e opiniões. Qualquer administrador recém formado em qualquer escola de nível superior sabe que o maior incentivo para uma maior e melhor produção e utilizar ao máximo o potencial dos trabalhadores e não reprimi-los.
Outra vítima do comportamento exclusivista e autoritário de dona Antônia Garcia é o subsecretário Antônio Cosme. Ele está afastado de forma humilhante até da representação da Semur em atividades oficiais. Já passou da hora dele tomar uma providência para acabar com esse absurdo e expressar sua opinião.
Uma amostra da total falta de capacidade administrativa e política da Semur ocorreu no dia 21 de março. A Organização das Nações Unidas (ONU) o instituiu como "Dia Internacional pela Eliminação do Racismo" em razão do massacre que ocorreu na África do Sul no dia 21 de março de 1960 quando um ato pacífico em Shaperville (África do Sul) contra o apartheid resultou na prisão de mais de 300 pessoas e morte a tiros de 69 manifestantes negros. Para o mundo não esquecer esse massacre e refletir sobre a necessidade constante da luta contra todas as formas de discriminação racial, a ONU fez desse dia um marco mundial.
Aqui em Salvador a incapacidade da Semur foi tamanha que nada de significativo foi feito na maior cidade negra fora do continente africano. É preciso falar mais?
Já passou da hora do Povo de Santo, Movimento Negro, funcionários da Semur e a população em geral exigir uma Secretaria Municipal da Reparação verdadeiramente reparada e não armengada como ela se encontra. Qual a razão da Semur 1 e a Semur 2? Por que dividir em duas sedes se mantém-se alugado um prédio e uma parte ocupa uma área pública? Onde está a economia aos cofres públicos uma atitude desprovida de inteligência como essa?
As diversas entidades e organismos públicos e privados que deveriam ser convidados a participar, a ser provocados para entrarem na luta contra a desigualdade racial devem agora partir para a ação e de uma vez por todas reparar a Semur.
Carlos Alberto Carlão de Oliveira - jornalista - MTb 1317
* A secretaria renunciou ao cargo, por motivos partidários, no dia 08/04/08.

Defendida a 1ª Dissertação de Mestrado sobre o MSTB

Recentemente foi defendida a primeira Dissertação de Mestrado sobre o Movimentodos Sem Teto de Salvador/Bahia pelo Mestrado do Programa de Desenvolvimento Urbano e Regional da Universidade Salvador (UNIFACS) pelo autor Raphael Fontes Cloux. A banca foi composta pelas professoras Dra. Liliane Mariano (Arquiteta/Urbanista-UNIFACS/UNEB-Coordenadora da Graduação em Arquitetura da UNIFACS), Dra.Lina Aras (Historiadora-UFBA-Diretora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA) e Dra. Antonia Garcia (Geógrafa-Secretária Municipal da Reparação da Prefeitura de Salvador), que deram o parecer de Aprovação com Indicação para Publicação. A Dissertação, com 330 páginas, tem o seguinte título: Uma História Urbana do Presente: O Movimento dos Sem Teto de Salvador(2003-2007).* A Dissertação está disponível em versão simplificada, somente textos (sem fotos, mapas, gráficos e tabelas), no http://raphaelcloux .blogspot. com
Segue abaixo o resumo da dissertação e logo adiante uma matéria sobre o IIº Congresso do MSTB, realizado de 29/02 à 02/03 em Salvador.

RESUMO: O presente trabalho versa sobre a trajetória do Movimento dos Sem Teto de Salvador (MSTS), estado da Bahia, e adotou como método de abordagem a perspectiva materialista dialética e por procedimento a investigação histórica. O MSTS foi fundado em agosto de 2003 após uma série de ocupações de terrenos ocorridas no bairro de Mussurunga e na Estrada Velha do Aeroporto, região do miolo (região entre a Avenida Paralela, a BR-324 e o bairro do Iguatemi) da cidade. Tendo naquele segundo semestre e no ano seguinte grande destaque na mídia baiana, tanto impressa quanto de radiodifusão e televisiva, criando um impacto significativo no cotidiano da capital, quando passou a ocupar prédios e terrenos públicos e privados, abandonados pelos seus proprietários, e alertar para a sociedade civil, órgãos estatais, mídia e estrutura econômica, a existência daqueles imóveis e de um grande contingente de sem tetos. Aquelas pessoas não tinham onde estabelecer uma moradia própria, seja por morar embaixo de pontes e viadutos, em barracos, em encostas, de favor ou de aluguel. Nos anos de 2005 e 2006 o movimento passou por um período de estruturação de sua organização interna, construindo e consolidando fóruns coletivos de decisão e participação, porém sem perder a capilaridade na mobilização e nas ocupações, apesar de certo recrudescimento na cobertura da mídia baiana. No momento da pesquisa de campo, em fevereiro de 2007, foram registrados vinte e cinco núcleos, ocupações e comunidade, onde foram levantadas características da população ocupante e residente, como quantidade de famílias, etnia e tipologia habitacional. O MSTS vem demonstrando ser um movimento social de luta contra-hegemônica à atual sociedade, na medida em que para além da reivindicação pela moradia e reforma urbana, almeja construir Comunidades do Bem Viver, inspiradas em laços de fraternidade e comunhão como as experiências históricas de Canudos e dos Quilombos. Palavras-chave: Movimento dos Sem Teto de Salvador; Luta por Moradia; ConflitosUrbanos; História Urbana do Presente.

O IIº Congresso do MSTB

“Bandeiras ao vento, o povo em movimento
fazendo revolução...”
(Bandeiras ao vento. Hino do MSTB)

Surpreendente. Esta talvez seja a melhor definição para o IIº Congresso do Movimento dos Sem Teto da Bahia (MSTB). Com mais de 200 participantes, entre delegadas(os) e observadoras(es), o evento foi realizado nos dias 29 de fevereiro 01 e 02 de março passados, em uma região emblemática para os 500 anos de opressão e luta do nosso povo: o Subúrbio Ferroviário de Salvador. O lugar parece de fato ter influenciado o clima e as atitudes do Congresso. O grande número de organizações, grupos e instituições que hoje apóiam o MSTB marcaram presença do início ao final do fórum. O eixo dos debates - “O movimento que temos, a comunidade que queremos”- se traduziu na pauta: Organização e organicidade; A comunidade que queremos; e por fim, Plano de Lutas do MSTB entre 2008 e 2011.


Com formas de abordagem bastante envolventes, elaboradas pela Comissão Pedagógica - composta por pessoas da coordenação do Movimento e principalmente dos grupos e organizações apoiadoras como a CJP, SAJU, CAJUP, Comuna, Círculo Palmarino, UNEGRO e Caos – as plenárias e grupos de discussão tornaram as resolução do II Congresso uma grande construção coletiva.


A afirmação da mística do movimento foi algo impactante desde o início, quando plenário e mesa se juntaram num enorme espiral humano, inspirado na idéia de circularidade, tão essencial nas referências de vida indígena e africana. Bandeiras ao vento, arrepiou a plenária diversas vezes, pelo eco que parece trazer dos sonhos e coragem dos oprimidos e em particular da trajetória do Movimento dos Sem Teto desde a sua fundação em julho de 2003.


A afro-descendência falou, pulou e cantou alto no Congresso. Sendo uma deliberação final aprovada por unanimidade, foi apresentada a moção de solidariedade ao Terreiro Oyá Onipó Neto, atingido pela iniciativa de demolição da prefeitura de Salvador. No contexto de luta contra o PDDU, a moção veio no sentido de apoiar as movimentações que visam garantir a permanência daquele Terreiro no seu lugar de origem, em particular a iniciativa do militante do Movimento Negro, Macos Rezendo, em greve desde meados da semana.


Os grupos de capoeira como o Topázio deixaram suas marcas. No microfone e nas palmas, o hip-hop dos Milicianos mandou ver contra a covardia dos dominantes e cantou os nossos sonhos e lutas.


Ao final do IIº Congresso a sensação de vitória foi contagiante. O MSTB está coeso, agora é dar as mãos a toda e todo aliada e aliado e partir para a trincheira da luta negra, indígena, feminina e popular!

Polícia Militar invade campus da UFMG agredindo estudantes e professores

Na quina retrasada, 03/04/08, a Polícia Militar invadiu o campus da UFMG agredindo estudantes e professores. A maioria das pessoas agredidas encontrava-se no IGC em aula e alguns se aglomerando dentro da área aberta do instituto para assistir a um filme sobre a legalização da maconha. Por uma denúncia da reitoria e diretoria do IGC, a PM invadiu o campus com dezenas de viaturas e um helicóptero, fechou a entrada e saída de pessoas, prendeu 1 um estudantes, impediu a exibição do filme e atropelou e bateu em professores e alunos. Os vídeos com imagens da agressão estão disponíveis no Youtube desde sábado (05/04/08). Segue abaixo links das imagens da agressão.

http://br.youtube. com/watch? v=vS9T-4WK9Io
http://br.youtube. com/watch? v=KKVpRBYs5lc
http://br.youtube. com/watch? v=6xjo6fAGO1U

Heloísa Helena cresce nas pesquisas e aparece com até 20% das intenções de voto para a Presidência


Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Datafolha mostra a disputa pela presidência da República, dois anos e meio antes da eleição. Os cenários alternam dois candidatos do PSDB e três do PT.

Com José Serra como candidato do PSDB e Marta Suplicy pelo PT, se a eleição fosse hoje, Serra teria 36% por cento dos votos; Ciro Gomes (PSB), 20%; Heloísa Helena (PSOL), 12%; Marta, 8%. Votos em branco e nulos, 16%; não sabem em quem votar, 9%.

Com Dilma Roussef, disputando pelo PT, Serra teria 38%; Ciro Gomes (PSB), 20%; Heloísa Helena (PSOL), 14%; Dilma, 3%. Votos em branco e nulos, 16%; os que não sabem são 9%.
Com Patrus Ananias, como candidato do PT, , Serra teria 38%; Ciro Gomes (PSB), 21%; Heloísa Helena (PSOL), 15%; Patrus, 1%. Votos em branco e nulos, 16%; os que não sabem, 9%.
Se Aécio Neves fosse o candidato do PSDB e Marta Suplicy a escolhida pelo PT, Ciro Gomes (PSB) teria 28%; Heloísa Helena (PSOL), 17%; Aécio, 14%; Marta, 11%. Votos em branco e nulos, 19%; os que não sabem, 11%.

Com Dilma Roussef disputando pelo PT, Ciro teria 31%; Heloísa (PSOL), 19%; Aécio, 15%; Dilma, 4%. Votos em branco e nulos, 19%; os que não sabem, 11%.
Por fim, se Patrus Ananias fosse o candidato do PT, Ciro teria 32%; Heloísa Helena (PSOL), 20%; Aécio, 15%; Patrus, 1%. Votos em branco e nulos, 20%; os que não sabem, 12%.

O Datafolha elaborou também um cenário em que José Serra e Aécio Neves, ambos do PSDB, concorressem à presidência. Se a eleição fosse hoje, Serra teria 34%; Ciro Gomes, 20%; Heloísa Helena, 14%. Votos em branco e nulos, 12%; os que não sabem, 8%.

Avaliação do governo - O Datafolha diz ainda que o presidente Lula alcançou em março a melhor popularidade, em cinco anos e três meses de governo.

55% por cento dos entrevistados consideram o governo Lula ótimo ou bom, contra 50% na pesquisa anterior; 33% acham que é regular – em novembro passado, o índice era de 35%. 11% avaliam o governo como ruim ou péssimo, contra 14% na pesquisa anterior. O Datafolha entrevistou 4.044 pessoas, entre os dias 25 e 27 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Resolução da Iª Conferência Nacional Sindical do PSOL

A Conferência decidiu conclamar a CONLUTAS, a INTERSINDICAL e demais setores classistas e populares à construção de uma grande Plenária Nacional dos Movimentos Sociais durante o Fórum Social Mundial, que acontecerá em Belém/PA, em janeiro de 2009, para discutir um Plano de Ação Unificado.
Luziânia, Goiânia, 27 e 28 de março de 2008
"O CONGRESSO NACIONAL DO PSOL resolveu, diante da profunda crise do movimento sindical e popular, gerada pelas novas situações vivenciadas pela classe trabalhadora depois de mais de duas décadas de ofensiva neoliberal e do advento do governo Lula e sua política de rendição ao interesse do grande capital e de ataque ou cooptação para a destruição do acúmulo político da classe trabalhadora construída nos últimos 30 anos, aprovar uma resolução política que aponte para sua militância no movimento sindical e popular a tarefa de trabalhar fortemente pela criação de uma nova Central Sindical que tivesse como pólo impulsionador a CONLUTAS e a INTERSINDICAL.Este é o marco no qual começamos a construção das resoluções políticas consensuadas nesta primeira conferência. A Conferência decidiu por unanimidade que é necessária a construção de uma NOVA CENTRAL, ampla, plural, classista, democrática, que seja livre, independente e autônoma, frente aos patrões, ao Estado e aos partidos políticos, organizada pela base, que defenda a unidade da classe, enquanto valor estratégico, que unifique todos os setores que não se renderam à lógica neoliberal e às benesses do poder constituído e se mantêm determinados a seguir na luta contra o neoliberalismo e o capital e pela construção de uma sociedade sem explorados nem exploradores – uma sociedade socialista". Leia mais em http://www.acaopopularsocialista.org.br/CN02/noticias/nots_det.asp?id=116

Resoluções da IIª Conferência Nacional Eleitoral do PSOL

Reunidos em Brasília nos dias 29 e 30 de março, dezenas de delegados de todo o país atualizaram o debate de conjuntura, discutiram as propostas de Programa de Governo e deliberaram sobre a políticas de alianças. Uma vitória na construção do PSOL."O PSOL ancora seu programa de governo na luta do povo pobre e oprimido e no acúmulo teórico/prático das experiências socialistas nacionais e internacionais. Nosso programa não é fechado nem pretende ser “a verdade absoluta”. Mas ele é diferente conforme afirmamos nas resoluções de nosso 1º Congresso Nacional: “O programa do PSOL é aquele que nega a domesticação e a acomodação à ordem burguesa e ao mesmo tempo desenvolve enquanto estratégia de acumulação de forças, elementos organizativos, ideológicos, sociais, políticos e econômicos voltados para a edificação da revolução socialista”. A diferença que apontamos é substantiva: sua opção política. Uma opção política em favor das classes subalternas. Um programa que tem lado e está a serviço da classe trabalhadora.Socialismo e poder local são elos de nossa ação política na disputa das eleições de 2008, eleições estas, que não são fim em si mesmo, mas ampliarão a inserção e apoiarão a consolidação partidária no próximo período".

Conferência Nacional do PSOL - Tese da APS

Fortalecer o PSOL como alternativa de esquerda

"O marco principal da conjuntura continua sendo a continuidade do projeto neoliberal sob hegemonia do capital financeiro que no Brasil conquistou maior estabilidade com a adesão do lulo-petismo às teses social liberais. Esta ofensiva restringe o raio de ação dos trabalhadores e dos de baixo e lhes impõe uma tática política cujo sentido principal deve ser a construção e afirmação de um programa alternativo em contraponto aos dois blocos de poder: o lulo-petismo e a oposição de direita (PSDB/DEM). A capacidade de afirmar esse programa e enraizá-lo no seio do povo se relaciona com a reconstrução de partidos, entidades e organizações que superem o ciclo petista anterior. Esse processo já se iniciou e tem no PSOL seu núcleo partidário mais dinâmico. Nos movimentos sociais e populares esse processo também está em curso, apesar de ser mais lento em termos de organização e unidade". Leia mais em: http://www.acaopopularsocialista.org.br/CN02/noticias/nots_det.asp?id=113